Anfavea mantém projeção de vendas: 2,5 milhões de veículos em 2018

Emplacamento de automóveis e comerciais leves terá alta de 11,3% e os pesados, pouco abaixo de 25%

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 06/07/2018 - 18:20
  • | Atualizado há 2 months
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    A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) decidiu manter as projeções de vendas no mercado interno em 2018, com 2,5 milhões de veículos, sendo 2,42 milhões de automóveis e comerciais leves e 79,5 mil pesados, contados aí caminhões e ônibus. Dessa forma permanece a expectativa de alta de 11,7% sobre 2017. A manutenção das projeções contrariou expectativas mais otimistas que existiam 45 dias atrás.



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    “Já sabíamos que o crescimento do segundo semestre seria menor por causa dos bons resultados da segunda metade de 2017. Então veio a greve (dos caminhoneiros) e, como consequência, achamos mais prudente manter a previsão inicial do que fazer uma pequena alteração do crescimento de 11,7% para 11,9%”, afirma o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

    A expectativa da Anfavea para os automóveis e comerciais leves em 2018 é melhor que a da Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários. Esta reduziu sua projeção de crescimento feita no começo do ano de quase 12% para os atuais 9,7% (veja aqui).

    Para os veículos pesados, as expectativas de ambas estão mais alinhadas. Se as 79,5 mil unidades se confirmarem, a alta será próxima a 25%.

    VENDAS EM JUNHO E NO SEMESTRE


    Os emplacamentos totais de junho praticamente repetiram os de maio, com 202 mil unidades. O acumulado do ano teve 1,17 milhão de unidades licenciadas e alta de 14,4%.

    “Esperávamos um pouco mais para o mês de junho, mas a alta registrada no acumulado do ano (14,4%) é razoável”, diz o presidente da Anfavea.



    Os automóveis somaram nos primeiros seis meses 957,9 mil unidades, anotando crescimento de 13% no semestre. Os caminhões atingiram 32 mil unidades no período, com alta expressiva no semestre, de 49,3%, mas apenas porque a primeira metade do ano passado foi muito ruim para o setor.