Anfavea quer estar perto de associações

Da esq. para a dir.: Paulo Butori, Luiz Moan e Alarico Assumpção (foto: Mário Curcio)

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 01/09/2015 - 18:36
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Entidades ligadas ao setor automobilístico como Abac, Anfavea, Fenabrave, Fenauto e Sindipeças devem encontrar-se com mais frequência para discutir soluções que ajudem a indústria a atravessar o momento atual. “Precisamos fazer reuniões periódicas”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Moan, durante o 1º Encontro Estratégico das lideranças do Setor Automotivo.

    O executivo voltou a citar a taxa brasileira de habitantes por veículo (cerca de 5, ante 3 na Argentina e México) e diz que ainda há muito espaço para crescer em regiões geográficas como o Centro-Oeste e o Norte. Moan acredita na retomada do mercado no segundo semestre de 2016: “Temos de trabalhar onde há espaço para crescer”, recorda.

    Durante o encontro, o diretor da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Leandro Vilain, falou a respeito das medidas que facilitam a retomada dos veículos de quem está inadimplente e informa que ainda é preciso avançar muito na questão. “Hoje há um ônus muito grande para o consumidor (em forma de juros elevados e restrição ao crédito) pela dificuldade de retomar o bem.”

    O presidente do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Paulo Butori, recordou que seus associados também passam por dificuldade de aprovação de crédito e sugeriu: “A Febraban deveria participar mais da vida financeira das empresas.”

    Outros pontos defendidos por Butori para a recuperação do setor são a desoneração da folha de pagamento e a inspeção técnica veicular: “Ela gera mercado para concessionárias e oficinas”, diz. O executivo recorda ainda que a desvalorização cambial como a que ocorre hoje poderá servir de “fagulha” para impulsionar o setor, como em 2009.

    O presidente da Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio), Paulo Roberto Rossi, acredita que essa modalidade de venda pode ajudar a recuperar o setor automotivo se estiver mais presente nas estratégias comerciais das montadoras e concessionários. A venda de novas cotas de consórcio para automóveis cresceu mais de 15% no acumulado de janeiro a julho no confronto com os mesmos meses de 2014.

    Entre as propostas de estímulo ao setor apresentadas pelo presidente da Fenauto (Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores), Ilídio Gonçalves dos Santos, estão um programa de renovação de frota e a facilitação ao crédito. Santos pediu também a desburocratização nas negociações de veículos, o que será atendido em alguns meses pelo Renave (veja aqui), novo registro eletrônico de veículos usados que passa a valer em março de 2016 e reduzirá em R$ 980 o custo de uma operação de venda de veículo usado.

    Sobre este assunto, assista abaixo à entrevista com o presidente da Anfavea, Luiz Moan: