Audi cria programa para fomentar equidade de gênero

Patricia Huamani, colaboradora Audi do Brasil, conversou com Isabelle Drummond sobre diversidade durante evento da marca, em setembro de 2020.

Por NATÁLIA SCARABOTTO, AB
  • 16/03/2021 - 19:03
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Para acompanhar o movimento de fomento à diversidade no setor automotivo, a Audi do Brasil lança iniciativa de transformação cultural para fomentar a equidade de gênero. O programa Mulheres Audi consiste em três etapas principais que vão desde ações internas com colaboradores e mapeamento da participação feminina na organização, até a promoção de debates com público externo.

    A gerente sênior de recursos humanos da empresa, Karine Fernandes, falou sobre a iniciativa com exclusividade para Automotive Business.

    “A Audi tem em seu DNA a inovação, então não podemos deixar de acompanhar a demanda por mais participação das mulheres no mercado de trabalho. Queremos trazê-las para o setor automotivo tanto como colaboradoras, quanto como consumidoras, um público que também é importante e influente”, diz.



    O primeiro passo nesse sentido foi o desenho do Mulheres Audi. A ideia do programa surgiu a partir de conversas entre colaboradoras da companhia e agora será realizado com o suporte da Think Eva, consultoria especializada em diversidade que vai apoiar o mapeamento da organização para identificar possíveis desequilíbrios entre homens e mulheres e, a partir disso, elaborar estratégias para aumentar a equidade de gênero com olhar para a interseccionalidade - a convergência com desafios enfrentados por outros grupos minorizados, como pessoas negras, LGBTI+, ou portadores de algum tipo de deficiência.

    De acordo com Karine, “apesar de a empresa contar com uma participação interessante de mulheres na liderança em cargos-chave, como inovação, pós-venda e qualidade, ainda não alcançamos a representatividade ideal”.

    DEPOIS DA TRANSFORMAÇÃO INTERNA, O FOMENTO À DIVERSIDADE NOS CANAIS EXTERNOS



    Após consolidar a transformação interna, a Audi do Brasil pretende influenciar o público externo. Com a participação da embaixadora da marca, a atriz e ativista Isabelle Drummond, a companhia vai promover debates, os chamados Audi Talks, com clientes e concessionárias.

    Apesar de não ser um movimento pioneiro na indústria automotiva, já que uma série de outras marcas vem trabalhando em programas de diversidade nos últimos anos, a iniciativa da Audi surge em momento importante. Durante a pandemia, as mulheres do setor automotivo foram as mais afetadas por sintomas como ansiedade e pelo medo de ter suas carreiras prejudicadas, segundo a pesquisa Pandemia no Setor Automotivo: Trabalho e Sentimento, realizada por Automotive Business e MHD Consultoria.

    O levantamento aponta também que trabalhar diversidade e inclusão será desafiador para as empresas do segmento, visto que apenas 34% dos profissionais acreditam que o tema tende a ganhar relevância nas organizações em que trabalham. “Na Audi, não vamos deixar o tema de lado porque é algo latente na companhia. Mesmo diante das dificuldades temos endereçado a questão de gênero com relevância. Sabemos que alcançar equilíbrio e diversidade é importante para as pessoas e para os negócios”, diz Karine.