Audi traz novo Q7 por R$ 399.990

Nova geração perdeu 250 kg com mudanças técnicas e maior uso de alumínio e aços de alta resistência

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 29/01/2016 - 18:25
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A Audi já vende no Brasil a nova geração do modelo Q7, seu maior utilitário esportivo. Produzido na Eslováquia, o carro tem preço inicial de R$ 399.990. Com todos os opcionais ele passa a R$ 489.490. “Esperamos vender cerca de 150 unidades neste ano. Boa parte desses carros já está no Brasil”, afirma o gerente de marketing de produto, Gerold Pillekamp.

    O novo Q7 tem quase o mesmo comprimento da geração antiga, passou de 5,09 para 5,05 metros. Mas o peso da versão que vem ao Brasil baixou 250 quilos pelo aumento da utilização de alumínio, de aços de alta resistência e outras modificações. O carro é montado sobre a plataforma MLB, com motores longitudinais. Ela é utilizada também no novo A4, que deve chegar neste trimestre. Outros carros do grupo utilizam a MLB, caso do novo Volkswagen Touareg.

    O Q7 mantém o motor 3.0 V6 de 333 cavalos, a transmissão automática Tiptronic de oito marchas e a tração Quattro. A direção hidráulica foi trocada por outro sistema com assistência elétrica. Mercedes-Benz GLE, BMW X5, Land Rover Discovery, Range Rover Sport e Volvo XC 90 são seus concorrentes.

    Entre os destaques do Audi está o painel, em que os instrumentos convencionais dão lugar a imagens numa grande tela de cristal líquido. Com o toque de um botão o motorista pode reduzir o tamanho do velocímetro e do conta-giros para ampliar o mapa do navegador ou a visão da câmera de ré se não quiser desviar os olhos para a tela do centro do painel.

    Pela primeira vez o Q7 recebe um head-up display, recurso capaz de projetar a velocidade e outros números importantes no para-brisa. A informação parece estar cerca de dois metros à frente do motorista. Pelo painel é possível escolher os dados a ser projetados. Faltou, no entanto, o ACC, recurso que monitora o tráfego à frente e é capaz de reduzir a velocidade ou frear o carro em situações de emergência. Segundo Pillekamp, em 2017 o modelo à venda no Brasil terá um recurso semelhante, mas baseado em outra tecnologia.

    A lista de opcionais do Q7 inclui a terceira fila de bancos, agora mais fácil de usar porque recebeu acionamento elétrico. Os dois lugares extras custam R$ 20 mil a mais. Também é possível ter suspensão adaptativa a ar (R$ 30 mil) e outros dois pacotes, um de R$ 7,5 mil e outro de R$ 32 mil, que incluem, entre os itens, alerta para tráfego lateral, faróis totalmente em LEDs e eixo traseiro dinâmico. Ele esterça ligeiramente as rodas traseiras para facilitar as manobras de estacionamento ou tornar mais seguras as mudanças de pista na estrada. “Acreditamos que boa parte será comprada com sete lugares e o pacote que inclui eixo traseiro dinâmico”, diz o gerente de marketing.


    Porta-malas passou de 775 para 890 litros. No quadro principal, uma tela substitui os instrumentos convencionais e permite minimizar velocímetro e conta-giros enquanto se olha o mapa do GPS ou a imagem da câmera de ré. Banco traseiro é reclinável. Terceira fileira opcional, com dois lugares, recebeu acionamento elétrico. Audi Q7 tem motor 3.0 V6 de 333 cv e câmbio automático de oito marchas.

    O Q7 é daqueles carros que conseguem agradar a qualquer motorista. Acelera como esportivo, faz curvas como um veículo mais baixo e menor e tem conforto e silêncio típicos de um carro grande. Os bancos trazem ajustes elétricos e o volante também.

    A 120 km/h é difícil ouvir som do motor ou o ruído dos pneus sobre o asfalto. As trocas de marcha são rápidas e os principais comandos e recursos são fáceis de acessar. “O carro tem tanta tecnologia que uma entrega técnica leva cerca de três horas”, recorda Pillekamp.

    Os bancos traseiros recebem encosto reclinável e o ar-condicionado tem quatro zonas distintas de temperatura. O teto solar vem de série e é bem amplo. Na linha 2016, o porta-malas passou 775 para 890 litros. A redução de peso e outros acertos permitiram que a aceleração de zero a 100 km/h baixasse de 7,9 para 6,1 segundos e a velocidade máxima subisse de 222 para 250 km/h.