Brasil e Argentina assinam acordo para uniformizar normas regulatórias de veículos

Um grupo de trabalho revisará regras de segurança, emissões de poluentes e sonora, eficiência energética e especificação de autopeças

Por REDAÇÃO AB
  • 24/08/2018 - 17:53
  • | Atualizado há 2 months
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    O Brasil e a Argentina assinaram na sexta-feira, 24, um memorando de entendimento para viabilizar a convergência de normas regulatórias de veículos entre os dois países. O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho para revisar regras de segurança, emissões de poluentes e sonoras, eficiência energética e especificação de autopeças. O memorando foi assinado pelos ministros do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge, e pelo ministro da Produção da Argentina, Dante Enrique Sica, em Brasília.

    A princípio, o grupo de trabalho deve tratar primeiro das 31 normas diferentes relativas à segurança durante seis meses. Depois desse período, pretende avançar sobre os demais temas.

    “O memorando vai possibilitar que as equipes do Brasil e da Argentina já comecem os trabalhos, para que tenhamos regulamentos similares para o setor automotivo. Temos a expectativa de que, com o ambiente de negócios melhor, possamos ter mais investimentos”, declarou o ministro Marcos Jorge.



    O debate sobre a uniformização das regras se intensificaram no ano passado. A Argentina tornaria o controle de estabilidade (ESC) obrigatório no começo deste ano para carros novos, mas decidiu adiar a medida para 2020, a fim de se alinhar com o cronograma do Brasil.

    “A convergência regulatória vai facilitar o acesso ao mercado em ambos os países. É um acordo muito importante para os próximos anos, para a eliminação de barreiras”, disse o ministro argentino.

    Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, o acordo representa um passo importante para aprofundar mais as relações entre os dois países, principalmente no que diz respeito à integração produtiva entre as indústrias. “Esta convergência cria oportunidade para ganhos de competitividade e até mesmo de melhora de custos e investimento”, afirmou Megale.