Brasil terá fábrica de baterias salinas veiculares

Palio Weekend elétrica da Itaipu Binacional: nova safra de 73 modelos está a caminho.

Por GIOVANNA RIATO E PAULO RICARDO BRAGA, AB
  • 14/08/2012 - 19:30
  • | Atualizado há 2 months
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    O Brasil caminha para ter, em breve, uma fábrica de baterias elétricas com boa eficiência para uso veicular. O projeto, conduzido a toque de caixa, está em desenvolvimento na Eletrobrás, a partir de um núcleo já existente na Itaipu Binacional, sob o comando do engenheiro Celso Riberio de Novais, da área de Sustentabilidade da Mobilidade Elétrica. O empreendimento usa a experiência acumulada na joint venture com a Fiat, que já produziu 50 unidades da perua Fiat Palio Weekend elétrica, que há cerca de cinco anos começaram a rodar em testes nas imediações da usina instalada na fronteira do Brasil, no Paraná, com o Paraguai.

    Novais explica que as baterias sódicas, embora tenham menor densidade do que as de lítio por módulo, asseguram eficiência equivalente no confronto final, por causa dos componentes extras exigidos na operação. Contudo, têm a desvantagem de precisar de sistema de arrefecimento dedicado, pois as temperaturas das baterias de sódio chegam a 600 ˚C.

    Leonardo Cavaliere, gerente de planejamento e estratégia do produto da Fiat Chrysler América Latina, esclarece que a montagem das 50 Palio Weekend nos últimos anos permitiu acumular conhecimento expressivo sobre veículos elétricos e há demanda acumulada a ser atendida, não apenas na esfera das subsidiárias da Eletrobrás, mas também para frotas públicas e privadas.

    A produção da Palio Weekend elétrica será retomada em 2013, com 73 unidades. A Weg desenvolveu os motores elétricos e trabalha em inversores para o powertrain, enquanto outros parceiros são consultados. A Acumuladores Moura pode ser um deles: “Estamos avançando em novas tecnologias”, admite Raimundo Vilaça, gerente de engenharia e desenvolvimento da empresa, que tem sede em Pernambuco.

    O programa das novas baterias sódicas tem a intermediação da Fiamm Latin America Componentes Automobilísticos, que detém os direitos da tecnologia da suíça Zebra. “O produto é amigável ao meio ambiente e pode ser descartado sem dificuldade após o término de sua vida útil”, assegura Mário Milani, diretor presidente da Fiamm para a região.

    CPFL

    Enquanto a Eletrobrás toca adiante o seu projeto de veículos elétricos, a CPFL não deu ainda sinais de continuidade no programa de desenvolvimento do Aris, com produção junto à Edra. Duas unidades do modelo foram aprovadas pelos Correios em testes de entrega de Sedex na região de Campinas (SP) e o produto acabou indicado como um dos casos bem-sucedidos e apontados para a etapa final do Prêmio Automotive Business REI – Reconhecimento à Excelência e Inovação. O veículo utiliza baterias da Electrocell, que podem facilmente ser trocadas quando a carga está zerada.