Caoa Chery trabalha para reconstruir a imagem da marca

Tiggo 2 automático está na rede desde o fim de junho e já responde por 60% das vendas do modelo

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 03/09/2018 - 17:38
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A Caoa Chery vem adotando ações para reconstruir a imagem da marca chinesa desde a formação da joint venture entre as duas empresas, anunciada em novembro do ano passado (veja aqui). Uma delas é a ampliação da rede, que passou de 25 para as atuais 47 unidades.

    “São 25 concessionárias independentes e 22 da Caoa”, diz o CEO da Caoa Chery, Márcio Alfonso.



    Outro ponto é a valorização do carro usado: “Estamos pagando entre 85% e 90% da tabela Fipe e conseguimos seguros com propostas competitivas”, afirma Alfonso.

    Ele recorda que o pós-venda é essencial nesse processo de reconstrução da marca e promete preços adequados para peças, serviços e garante que a companhia está investindo no treinamento de rede, que até o fim do ano deverá somar 60 concessionárias.

    NOVOS MODELOS


    No fim de março a empresa lançou no Brasil o Tiggo 2, primeiro utilitário esportivo Chery fabricado no Brasil. No fim de junho chegou a versão automática do modelo. Para novembro está previsto o Arrizo, um sedã maior que o Honda City e menor que o Civic. O modelo também será montado em Jacareí (SP), assim como ocorre atualmente com o Tiggo 2 e o hatch QQ.

    Até o fim do ano ou início de 2019 a Chery lançará mais um SUV, o Tiggo 4, este produzido em Anápolis (GO), na mesma unidade onde são montados veículos Hyundai como os caminhões HR e HD 80 e os utilitários esportivos iX35 e New Tucson. Em 2019 começa também em Anápolis a produção do Tiggo 7.

    COMO É O TIGGO 2 AUTOMÁTICO




    Tiggo 2 automático tem bom nível de equipamentos, mas câmbio de 4 marchas resultou em letra D no programa de etiquetagem

    O destaque da versão automática do Tiggo 2 é o preço, que começa em R$ 66.990 e chega a R$ 69.990. Outra vantagem é o bom nível de equipamentos, que desde a versão Look, de entrada, inclui piloto automático, central multimídia com espelhamento para Android/IOS, ar-condicionado automático, câmera de ré, sensores traseiros de estacionamento e rodas de liga leve de 16 polegadas. Tem também cintos de três pontos para todos os passageiros, sistema Isofix para cadeirinhas infantis, monitoramento de pressão dos pneus, alarme, banco do motorista e volante com ajuste de altura, vidros, travas e retrovisores com ajuste elétrico.

    A opção topo de linha, Act, recebe ainda assistente de partida em rampa, controles eletrônicos de tração e estabilidade, teto solar elétrico e revestimento de couro. O motor para o carro automático é o mesmo que equipa o manual, 1.5 flex com até 115 cavalos quando abastecido com etanol. O concorrente mais próximo do Tiggo 2 é o JAC T40, que começa em R$ 70.990 e tem motor 1.6 a gasolina de 138 cv.

    Pesa contra o Tiggo 2 automático seu câmbio de apenas quatro marchas sem a opção de mudanças manuais: “Uma de nossas preocupações era ter produtos bem escalonados em preço e estamos entrando com um bom custo-benefício”, estima o gerente de marketing e produto, Henrique Sampaio. Segundo a Chery, a transmissão é fornecida pela Aisin.

    Uma desvantagem considerável ocorre no consumo de combustível. Pelo programa de etiquetagem do Inmetro o Tiggo 2 automático recebeu a letra D na comparação relativa à categoria e C no confronto geral. Com etanol ele fez 6,9 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada. Com gasolina foram 10 km/l em uso urbano e 11,9 km/l em rodovia.