Citroën torna flex seu motor 1.6 turbo

C4 Lounge THP Flex parte de R$ 78.790

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 08/12/2014 - 23:02
  • | Atualizado há 2 months
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    As concessionárias Citroën começam a vender nos próximos dias o C4 Lounge com motor turbinado 1.6 THP Flex. O modelo chega em duas opções: Tendance, por R$ 78.790, e Exclusive, por R$ 85.490. Em vez dos 165 cavalos do THP a gasolina, o novo propulsor bicombustível produz até 173 cavalos com etanol. Com o derivado de petróleo agora são 166 cv.

    Este é o primeiro motor flex com turbo e injeção direta do grupo PSA Peugeot Citroën. No Brasil, porém, a pioneira foi a BMW com o 320i - coincidência ou não, o 1.6 THP da PSA foi desenvolvido em sociedade com a BMW.

    “Estudamos a utilização do flex em todos os carros que já têm o 1.6 THP”, afirma o diretor da Citroën do Brasil, Francesco Abbruzzesi. Este é o caso da linha DS, cujos modelos à venda no País são equipados com o 1.6 THP a gasolina.

    “Este motor flex também estará no Peugeot 2008”, recorda o responsável pelo projeto do novo propulsor na América Latina, Maurício Mendes. O sedã Peugeot 408, que também tem a opção 1.6 THP, não deve demorar a receber o propulsor bicombustível.

    Uma mudança que acompanha o novo C4 Lounge Flex é a terceira geração da transmissão automática Aisin de seis marchas, que passou por uma evolução para redução de atrito, está com as relações de marcha 11% mais longas e trouxe economia de 7,5% de combustível.

    O THP Flex foi desenvolvido por engenheiros da Citroën do Brasil, Argentina e França. Participou também a Bosch, responsável por fornecer o sistema de controle do motor. A empresa fornece uma nova bomba de combustível de alta pressão (são 200 bars, ante 120 bars da versão a gasolina), os bicos injetores, a rampa de injeção e sensores. O motor é fabricado na França, de onde segue para a Argentina, já que o C4 Lounge vendido no Brasil é montado no país vizinho, na fábrica de El Palomar.

    Outros componentes do motor foram modificados ou receberam algum tipo de tratamento por entrar em contato com etanol ou com o óleo, caso do cabeçote, dos pistões, anéis, bronzinas, injetores e dos mancais do turbocompressor (fornecido pela BorgWarner). As velas de ignição também são novas.

    Citroën
    C4 Lounge é espaçoso e tem bom nível de equipamentos desde a versão de entrada. Câmbio automático de seis marchas fica devendo aletas para trocas de marcha atrás do volante

    SEDÃS E CONSUMIDORES

    Os sedãs vivem um bom momento no Brasil. Em 2010 eles respondiam por 37,7% do mercado e hoje detêm 51,8%. Uma pesquisa apresentada pela Citroën também mostra que o perfil dos compradores desse tipo de carro vem mudando, com cada vez menos consumidores casados e aumento da proporção de homens.

    “Esses clientes procuram carros modernos. “Quando as vendas do C4 Lounge 1.6 THP a gasolina começaram, em julho, imaginávamos para ele 30% do mix, mas essa proporção passou a 60%”, diz Abbruzzesi.

    BOM DESEMPENHO

    Confortável e com bom espaço interno, o C4 Lounge THP Flex é agradável de dirigir e anda muito bem. Automotive Business avaliou o carro em rodovias do Estado de São Paulo por cerca de 200 quilômetros. As acelerações e retomadas de velocidade são sempre rápidas. Segundo a Citroën, o sedã acelera de zero a 100 km/h em 8,9 segundos quando abastecido com etanol. Com gasolina o tempo sobe para 9,2 s. A velocidade máxima é de 214 km/h com qualquer um dos combustíveis.

    O C4 Lounge tem comandos bem localizados e fáceis de usar. Desde a versão Tendance o carro traz bancos de couro, ar-condicionado com duas zonas distintas de temperatura, câmbio automático sequencial de seis marchas, sistema multimídia com navegação e tela de sete polegadas. Os controles eletrônicos de tração e estabilidade ajudam a aumentar a segurança.

    A Exclusive traz a mais o teto solar elétrico, os sensores de estacionamento dianteiros, a partida por botão no painel e os retrovisores rebatíveis, entre outros detalhes. Poderia ter também as aletas para trocas de marcha atrás do volante.

    CITROËN E O MERCADO

    A Citroën deve fechar 2014 com cerca de 52 mil unidades e queda de mais de 20% em relação a 2013. Abbruzzesi atribui o fato a diferentes motivos: “Parte disso vem da própria queda do mercado, da renovação de parte de nossa gama e também porque reduzimos a venda de importados por causa da alta do dólar”, explica o executivo, que busca aumentar a rentabilidade do negócio com menores volumes.

    “Deveremos fechar o próximo ano com 2% a 3% de crescimento ou com resultado semelhante ao deste (52 mil veículos)”, afirma o diretor da Citroën. “Nossos principais produtos ainda serão o C4 Lounge, o C3 e o Aircross e faremos um grande trabalho sobre a marca DS”, diz.