Com fábricas paradas, julho tem pior quinzena do ano

Foram emplacados apenas 75,7 mil veículos leves, em queda de 6%

Por PEDRO KUTNEY, AB
  • 16/07/2021 - 20:50
  • | Atualizado há 1 month
  • 2 minutos de leitura

    Com muitas fábricas paradas ou em ritmo reduzido por causa da falta de componentes eletrônicos, o mercado de veículos leves registrou sua pior primeira quinzena do ano, com apenas 75.743 emplacamentos registrados, segundo números repassados pela Autoinforme e Bright Consulting. O volume representa queda de 6% na comparação com o mesmo intervalo de 11 dias úteis de junho. A média diária de licenciamentos no período também é a mais baixa de 2021 até gora, de 6.886 por dia útil – média menor do que esta só foi registrada em junho de 2020 (5.507/dia no mês todo).

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    Se continuar assim, a Bright projeta que julho tende a fechar com o total de 156,6 mil automóveis e comerciais leves emplacados, o que será o pior resultado mensal do ano, comprometendo as expectativas de recuperação do mercado após o impacto da pandemia em 2020.

    A paralisação de fábricas por falta de semicondutores está diretamente ligada ao resultado fraco da primeira quinzena de junho. Dois dos três maiores fabricantes, General Motors e Volkswagen, estão com quase todas as suas linhas de produção de paradas. Com menos interrupções em suas plantas no País, as marcas do Grupo Stellantis, principalmente Fiat e Jeep, saltaram à frente da concorrência.

    FIAT AUMENTA DOMÍNIO, GM E VW DESPENCAM



    Com isso, a Fiat dominou quase 26% dos emplacamentos, 3,6 pontos porcentuais acima do market share acumulado no primeiro semestre de 22,2%, e vendeu o dobro da Volkswagen na primeira quinzena de julho, 19.536 carros contra 9.294. A marca alemã segue em segundo no ranking, mas perdeu quatro pontos porcentuais de participação, ficando com 12,4% das vendas, contra 16,6% na soma janeiro-junho.

    Gerenciando melhor a crise e sem interrupções significativas na produção, a marca que mais ganhou participação de mercado na primeira quinzena foi a Toyota, quatro pontos porcentuais, subindo a 11,8% e ao terceiro lugar em vendas com 8.920 emplacamentos, na comparação com o share de 7,8% e sexto lugar no primeiro semestre.

    Quem mais perdeu até agora foi a GM, com sua fábrica de Gravataí (RS) parada desde março e a de São Caetano do Sul com produção interrompida por seis semanas desde o fim de junho. A fabricante está na sétima posição do ranking da primeira quinzena de julho, com apenas 7% de participação e 5.292 emplacamentos.

    Apesar das paralisações e cortes de turnos na fábrica de Piracicaba (SP), a Hyundai ganhou 0,6 ponto porcentual de participação nos primeiros 15 dias de julho, com 7.329 carros vendidos e 10,1% das vendas totais, ficando na quarta posição entre as marcas mais vendidas no período. A Hyundai tende a ganhar tração e recuperar terreno com a retomada da produção em três turnos na segunda quinzena do mês.

    A Jeep ficou estável na quinta posição do ranking quinzenal com 7,3% das vendas e 5.507 emplacamentos, seguida de perto pela Renault com 5.406 e 7,1%. Depois da GM em sétimo, fecham a lista de 10 marcas mais vendidas na primeira meta de julho a Honda (2.729), Nissan (2.301) e Caoa Chery (1.664).

    Confira abaixo as 10 marcas mais vendidas da primeira quinzena de julho

    1) Fiat - 19.536
    2) Volkswagen - 9.294
    3) Toyota - 8.920
    4) Hyundai - 7.329
    5) Jeep - 5.507
    6) Renault - 5.406
    7) GM - 5.292
    8) Honda - 2.729
    9) Nissan 2.301
    10) Caoa Chery - 1.664