Concessionários buscam alternativas às baixas vendas de veículos novos

Negócios de seminovos e pós-venda são as melhores opções em tempos de crise

Por REDAÇÃO AB
  • 11/09/2015 - 16:57
  • | Atualizado há 2 months
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    A maior parte dos concessionários se preparou para enfrentar a crise prevista para veículos novos, aponta a pesquisa Sondagem do Negócio da Distribuição de Veículos - Autos & Comerciais Leves, realizado pela consultoria Trivellato Informações & Estratégias, durante a segunda quinzena de julho. As vendas de novos diminuíram para 94% dos empresários que participaram do estudo, apontando a necessidade de recorrer a outras estratégias para garantir a saúde da revenda.

    Atividades relacionadas a venda de usados e de pós-venda foram apontadas como as alternativas mais plausíveis em tempos de crise: 69% analisam como bom o desempenho de faturamento e rentabilidade para seminovos e 65% também avaliam como bom os ganhos com pós-venda. Já para veículos novos, principal negócio das concessionárias, 84% dos entrevistados aponta como ruim o desempenho atual de faturamento e rentabilidade da área.

    Por outro lado, os 16% dos concessionários que consideram como bom o desempenho das vendas de veículos novos representa marcas que estão crescendo em participação de mercado, como as asiáticas e as premium.

    Com relação a tendência de desempenho para o segundo semestre, enquanto os empresários estimam redução de faturamento oriundo de veículos novos, em sintonia com a expectativa de mercado, os resultados devem ser positivos para usados e pós-venda.

    Sobre o cenário econômico, 86% responderam que não acreditam no sucesso do plano de retomada que está em execução, o que reflete a expectativa de piora no mercado de novos para a segunda metade do ano. “A falta de confiança nos rumos da economia, em sintonia com a expectativa da maioria dos demais agentes, será um desafio a mais a ser superado para as marcas que precisam de motivação na ponta do varejo”, cita a pesquisa.

    Os empresários apontaram ainda três principais razões que os fariam mudar de percepção sobre o futuro dos negócios: condições de crédito (60%), competitividade do preço do produto (49%) e lançamento de novos produtos (47%). A maioria concorda que estes são fatores externos ao negócio e envolvem as tratativas entre as associações de marca, montadoras e governo. Além disso, considerando a continuidade da política de aumento dos juros e queda nas vendas com margens menores, os aspectos externos sinalizam o grau de dificuldade e tensão reservados para as negociações no setor.

    O fato de 34% indicarem o aumento da produtividade das equipes e 23% o ajuste da estrutura como motivos que os fariam mudar sua percepção sobre o futuro do negócio mostra que, embora relevantes, ações sobre os fatores internos não são suficientes para reverter a situação.

    Por fim, 25% confirmou que há possibilidade da continuidade do fechamento ou venda de lojas pelo País nos próximos 12 meses, como parte do processo de ajuste das redes. Apesar disso, 17% apontaram que fazer o caminho inverso (ampliando os investimentos) coincidem em dois aspectos: são representantes de marcas que vivem uma fase positiva neste momento de crise e representam exatamente 17% do número total de concessionárias no Brasil.