CSA multada por crime ambiental em R$ 1,8 mi

Empresa omitiu problemas no alto-forno.

Por Alana Gandra, Agência Brasil
  • 24/08/2010 - 00:00
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Alana Gandra, Agência Brasil

    A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) foi multada pelo governo fluminense em R$ 1,8 milhão por crime ambiental. Na semana passada, problemas na máquina de lingotamento (que transforma minério em barras de metal fundido) da empresa provocaram a emissão de partículas poluentes na atmosfera, principalmente óxidos metálicos, prejudicando os moradores do entorno da usina, localizada em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro.

    O valor da multa foi arbitrado na segunda-feira, 23, pelo Conselho Diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente. A CSA tem 15 dias para recorrer. O fato de a CSA não ter informado à secretaria que enfrentava problemas no alto-forno foi considerado um agravante que elevou o valor da multa, que ficou perto do limite máximo previsto, de R$ 2 milhões. Os equipamentos da usina estão ainda em fase de testes. A operação do alto-forno foi iniciada no dia 13 de julho.

    A secretária do Ambiente, Marilene Ramos, vistoriou a usina e constatou que a solução definitiva do problema só será alcançada quando a aciaria (unidade que transforma o ferro-gusa em vários tipos de aço) entrar em funcionamento comercial, em 15 dias.

    Controlada pela ThyssenKrupp, da Alemanha, a CSA já vem adotando as recomendações feitas pelo Inea, entre as quais a redução da capacidade de produção de 7,5 mil toneladas diárias de ferro-gusa para 3,2 mil toneladas/dia, além da aspersão de água nos poços de emergência, onde o ferro-gusa vinha sendo resfriado, para evitar a emissão de partículas.