Dan Ioschpe: “Não há quebradeira na cadeia de fornecedores. Vejo resiliência”

Durante Live #ABX20, presidente do Sindipeças conta que, apesar da crise, há novas empresas interessadas no setor automotivo

Por GIOVANNA RIATO, AB
  • 17/07/2020 - 18:40
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A pandemia de Covid-19 derrubou os resultados da indústria automotiva. Ainda assim, os fornecedores de autopeças, componentes e sistemas têm conseguido atravessar o período de turbulência com mais robustez que o esperado.

    É o que contou Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças (entidade que representa os fabricantes do segmento), durante a Live #ABX20 na quarta-feira, 15. “Não há quebradeira na cadeia de fornecedores. Vejo resiliência”, diz. E complementa:

    “Não temos registrado grandes eventos como o fechamento de empresas e falências. Estou bastante satisfeito com a forma como estamos conseguindo cumprir o nosso papel no setor automotivo”, conta.



    O executivo calcula que, desde o início da pandemia no Brasil, cerca de 10% as empresas associadas ao Sindipeças saíram da entidade, deixando de atuar na indústria automotiva. Por outro lado, um volume maior de fornecedores se associaram à organização no mesmo período, principalmente fabricantes de componentes eletrônicos e sistemas de infoentretenimento para os veículos.

    O PIOR JÁ PASSOU



    Ioschpe entende que a atual contração, apesar de severa, tende a ser superada em um prazo menor do que o da última crise enfrentada pelo setor automotivo. “Ficamos três anos em baixa a partir de 2014, com queda intensa no segmento de veículos pesados. Se a recuperação vier agora no ritmo que estamos esperando, esta crise será menos duradoura”, diz.

    Ele reconhece que adequar os custos aos volumes mais baixos de produção esperados para os próximos meses não será tarefa simples. Ele também reconhece que é necessário ter uma “melhor irrigação de crédito”.

    Ainda assim, Ioschpe entende que a ausência de grandes gargalos na cadeia de valor e a decisão de grande boa parte das empresas de trabalhar pela manutenção do nível de empregos são bons indicativos. “Na minha visão o pior já passou”, diz, citando as curvas de retomada de países da Europa e o exemplo da China.

    Assista à Live #ABX20 completa: