Dieese destaca recorde nos aumentos salariais

Setor automotivo registra reajustes da ordem de 9%.

Por Agência Brasil e Automotive Business
  • 18/09/2010 - 10:15
  • | Atualizado há 2 months
  • 2 minutos de leitura

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    Os aumentos salariais obtidos pelos trabalhadores em 2010 deverão ser os maiores desde que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) iniciou sua série histórica, em 1996. A afirmação é do coordenador de Relações Sindicais da entidade, José Silvestre Prado de Oliveira.

    No primeiro semestre, segundo o Dieese, 97% das 290 negociações registradas conquistaram reajustes salariais iguais ou acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho foi melhor que nos anos de 2008 e 2009, quando o percentual de negociações com reajustes iguais ou superiores ao índice foi, respectivamente, 87% e 93%. A estimativa, agora, é que o resultado, para os trabalhadores, seja ainda melhor.

    “Vide os acordos que ainda são feitos com montadoras, com ganhos reais que superam a inflação. Há uma expectativa de que, em 2010, não apenas no segundo semestre, mas, quando nós fecharmos o ano, teremos, muito provavelmente, o melhor ano da série”, afirmou Silvestre.

    De acordo com o coordenador, o resultado pode ser explicado pela conjuntura econômica favorável, com baixa inflação, maior massa salarial, aumento do emprego e previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 7%.

    “Além disso, você teve também tem, no segundo semestre do ano, a data-base de algumas categorias fortes, como bancários, petroleiros, metalúrgicos, químicos, que são categorias com poder de negociação e poder de barganha. Esses são, normalmente, os acordos tidos como referência pelas outras categorias”, ressaltou.

    No setor automotivo as negociações salariais avançam, indicando que os índices ficarão no patamar de 9%, como já ocorreu com autopeças no ABC e na GM de São Caetano e São José dos Campos. Até o final da semana havia impasses em São Paulo nas negociações do ABC, Campinas (Mercedes-Benz) e Indaiatuba (Toyota).

    Fontes: Agência Brasil e Automotive Business.