Ecosport será comercializado na Europa

Steven Armstrong e Rogelio Golfarb, presidente e vice-presidente da Ford Brasil

Por PAULO RICARDO BRAGA, AB
  • 06/09/2012 - 15:35
  • | Atualizado há 2 months
  • 2 minutos de leitura

    A Ford Brasil está empenhada em mostrar sua face globalizada. Até recentemente acostumada a receber pacotes fechados, para reengenharia, adequação e produção local, a operação com sede em São Bernardo do Campo (SP) e fábrica também em Camaçari (BA), dá sinal de vitalidade na concepção de novos veículos, manufatura e liderança em projetos. O programa do novo Ecosport evidencia o que a equipe local pode fazer com competência, elevando o grupo brasileiro ao patamar da liderança de projetos, monitorando a manufatura e dando o tom da comunicação global.

    Nesta quinta-feira, 6, Steven Armstrong, presidente da Ford do Brasil, convidou um grupo de jornalistas para revelar, em São Paulo, parte desse potencial da filial brasileira e anunciou que o Ecosport ganha ares de fato globais com a decisão do lançamento comercial na Europa, o que ocorrerá no prazo de 18 meses. Não há muitos detalhes sobre essa iniciativa, nem mesmo sobre a origem dos veículos que disputarão o mercado europeu, o preço ou a possibilidade de construção de uma fábrica na região.

    Enquanto isso, o novo Ecosport aposenta o antigo aqui no País e chega valer às concessionárias, com grade dianteira imponente, faróis alongados e linha de cintura alta. As tecnologias de conectividade do sistema SYNC permitem fazer ligações no celular e selecionar músicas por comando de voz. O carro nada tem a ver com o anterior, já defasado e fora das linhas de montagem, e será posto à prova diante de uma série de concorrentes ferozes no segmento de SUVs leves. Ele ganhou cara nova e suporte de uma rede de concessionárias de fazer inveja aos competidores estrangeiros. O desafio local tem nome: Renault Duster, que tomou boa parcela do mercado.

    Em 2015 todas as plataformas da Ford no Brasil serão globais, registrou também Armstrong, sem precisar quais serão os produtos feitos aqui e quais os importados. Automotive Business apurou no mercado que a unidade de São Bernardo do Campo será modernizada para produzir a família Fiesta e Camaçari receberá o programa do novo Ka, ao lado da fábrica de motores compactos que a marca já anunciou. A Ford não confirma.

    Se não há informações oficiais sobre os novos propulsores, a pista está nos Ecoboost compactos da Ford, altamente eficientes. A marca precisará de novos motores, além do Sigma, para atender ao programa de eficiência energética que o governo anunciará em breve, mas nada evidencia que teremos Ecoboosts com todos os features oferecidos no mercado internacional, como turbo e injeção direta. A empresa produz o Sigma, com bloco e cabeçote de alumínio, em Taubaté (SP).

    Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford, assegura que não haverá diferenças significativas entre o novo Ecosport comercializado no Brasil e em outras partes do mundo. O veículo é o primeiro carro global da Ford totalmente desenvolvido na América do Sul. Lançado no Brasil em 2003, vendeu mais de 700 mil unidades na região.

    Nick Collins, diretor da linha de carros compactos da Ford Europa, disse que o novo Ecosport vai oferecer excelente custo-benefício, qualidade e economia de combustível. “Ele vai dar aos consumidores uma fantástica opção no segmento de carros compactos, que incluirá também o veículo multiuso B-Max, ao lado do New Fiesta. A Ford estima que a demanda por utilitários esportivos na Europa deve dobrar nos próximos cinco anos. Neste período, a montadora planeja ter 15 veículos globais à venda no continente.

    Novo