Fábrica da Continental em Várzea Paulista completa 45 anos

Pista de Várzea Paulista faz testes de sistemas eletrônicos de frenagem em condições de alta e baixa fricção.

Por REDAÇÃO AB
  • 18/07/2014 - 18:50
  • | Atualizado há 2 months
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    O Grupo Continental, um dos maiores fornecedores mundiais de sistemas de freios para carros de passeio e veículos comerciais leves, está completando 45 anos de atuação no município de Várzea Paulista, no interior de São Paulo. Base da empresa na América do Sul, a unidade, além de produzir os sistemas para região, conta com moderna pista de testes.

    No fim de 2013, com a obrigatoriedade de dispositivos de segurança para todos os veículos novos produzidos no País, o Grupo Continental passou a produzir ABS no Brasil. A fabricação local, resultado de um investimento de aproximadamente R$ 30 milhões, é um projeto internacional da Continental, integrando a nova linha de freios eletrônicos à fábrica existente. Assim, Várzea Paulista tornou-se a primeira planta da Continental a produzir - e também testar - o sistema de segurança na América do Sul.

    Com cerca de 1,1 mil funcionários, a fábrica paulista é capaz de produzir por ano 2,4 milhões de servo-freios, 6 milhões de freios dianteiros, 4,6 milhões de freios traseiros e 900 mil unidades de sistemas ABS.

    Segundo a Continental, novos investimentos na unidade estão previstos para os anos de 2014 e 2015. Mas a empresa ainda não revelou detalhes.

    HISTÓRIA

    A história da fábrica de Várzea Paulista começou com a chegada de grandes montadoras europeias ao País. Em julho de 1968, a Alfred Teves GmbH inaugurou escritório comercial na Avenida Ipiranga em São Paulo. Um ano depois, com a compra das antigas instalações de uma fábrica de tornos (Promeca) em uma extensa área de 114 mil metros quadrados, em Várzea Paulista, foi criada a fábrica de freios do Grupo Alfred Teves fora da Europa, a que originaria a planta atual da Continental.

    Nos primeiros anos, fundidos brutos, importados da Alemanha, começavam a ser usinados e galvanizados, garantindo que os primeiros freios hidráulicos produzidos no Brasil saíssem de linhas de montagem nacionais para equipar os veículos da Volkswagen. Com dificuldades na importação, foi preciso enfrentar o primeiro desafio: instalar e operar a única fundição em moldes permanentes nas Américas.

    No início de 1970, teve início a produção em série de fundidos brutos, abrindo a porta para a fabricação de freios. A partir de 1978, o espírito inovador do grupo levou a planta a produzir seus próprios componentes em borracha especial, capazes de atender às especificações da indústria automobilística.

    Em 1984, foi iniciada a produção dos primeiros amplificadores de força de frenagem a vácuo, conhecidos no mercado como servo-freios. Com toda esta inovação, foi necessário, no ano seguinte, construir e inaugurar um prédio para abrigar as diversas operações de montagem. Em 1993, foi erguido mais um, desta vez para instalação de uma nova fábrica de borracha, que além de prensas tradicionais passou a empregar injetoras, com tecnologia local.

    Com o mercado automobilístico brasileiro em expansão, surgiram novos desafios: como fabricar, a custos competitivos, produtos de alta qualidade num ambiente econômico livre da inflação galopante. Em 1994, com o mercado em expansão, a planta adotou novas tecnologias, ultrapassando a produção de 1 milhão de freios dianteiros por ano.

    Pouco tempo depois, em 1997, a Planta de Várzea Paulista tornou-se o primeiro fabricante de freios na América do Sul com plena capacidade de testes, inaugurando um novo centro tecnológico para pesquisa e desenvolvimento, após investimentos de milhões de dólares.

    Pouco antes da virada do milênio, a fábrica de Várzea Paulista foi adquirida pela família Continental, com o desafio de atender a cada vez mais fabricantes de automóveis, que traziam uma imensa diversificação de modelos.

    Pouco tempo depois do Plano Diretor, lançado em 2006, com mais de R$ 60 milhões de investimentos para modernizar as atividades fabris, logísticas e administrativas, a planta deu início às exportações de freios para a Europa e a América do Norte. Outro passo importante para o crescimento da empresa ocorreu com a inauguração de um novo centro tecnológico.