Fecombustíveis é favorável à utilização de biodiesel

Entidade esclarece posição sobre biocombustível e relata problemas com B5

Por Automotive Business
  • 31/01/2012 - 11:31
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • 2 minutos de leitura

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    Redação AB

    A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) esclarece que não alterou seu posicionamento em relação à elevação do porcentual de biodiesel adicionado ao diesel, ao contrário do que sugeriu nota divulgada recentemente pela Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio).

    “Não somos contra o Programa de Biodiesel, mas defendemos que qualquer mudança no porcentual da mistura só pode ser adotada quando forem solucionados os problemas de qualidade que hoje atingem o biodiesel. Do jeito que está, o produto deteriora a qualidade do diesel e traz prejuízos a postos e consumidores”, explica Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis.

    “É imprescindível alterar a especificação do produto e ter maior controle ao longo da cadeia. Só quando houver garantia de que os atuais problemas de qualidade foram resolvidos é que poderemos avançar com segurança na elevação do porcentual. Caso contrário, corre-se o risco de a imagem do biodiesel ser comprometida de forma irreversível”, alerta.

    Segundo a Fecombustíveis, desde a introdução do biodiesel, revenda e distribuição têm percebido maior acúmulo de resíduos em filtros e tanques. A elevação do porcentual de biodiesel para 5%, o chamado B5, em janeiro de 2010, teria agravado a situação. Além da necessidade de trocas mais frequentes de elementos filtrantes e de limpeza dos tanques, os postos passaram a receber reclamações de clientes sobre a qualidade do diesel.

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai realizar audiência pública no dia 16 de fevereiro sobre a mudança na especificação do biodiesel. Um dos pontos mais polêmicos é a proposta de alteração na quantidade de água permitida no biocombustível, que baixaria do índice atual de 500 partes por milhão (ppm) para 200 ppm, mesmo patamar exigido pelo S10, diesel de baixo teor de enxofre a ser comercializado a partir de janeiro de 2013.

    “A quantidade de água está entre as principais causas da formação de borra em tanques e filtros e o problema só tende a se agravar com a chegada do S10, um diesel altamente sensível e com menos poder bactericida por causa da menor concentração de enxofre. Os produtores têm resistido a essa mudança, mas ela é fundamental para que a imagem do biodiesel não fique associada a um produto de má qualidade, como temos a impressão atualmente”, enfatiza o presidente da Fecombustíveis.