Fiat lança Chrysler como Lancia e confirma lucro para 2011

Com contribuição da Chrysler, ganho deve chegar a € 2,1 bilhões

Por Automotive Business
  • 19/10/2011 - 14:20
  • | Atualizado há 2 months
  • 2 minutos de leitura

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    Foto: Chrysler 300C vira Lancia Thema na Europa

    Redação AB

    Apesar do enfraquecimento do mercado europeu, o executivo-chefe do Grupo Fiat, Sergio Marchionne, confirmou as metas da companhia para 2011 e 2012, segundo informações da agência Dow Jones. Marchionne afirmou que o bom desempenho em outros locais, especialmente Brasil e Estados Unidos, compensa o recuo na Europa. “Não há necessidade de mudar os números”, disse ele durante evento de apresentação de dois novos modelos da Lancia, o sedã Thema e a minivan Voyager, na quarta-feira, 19, em Turim, Itália, onde fica a sede da companhia.

    Depois de assumir o controle do Grupo Chrysler, em agosto passado, a Fiat revisou suas metas, projetando lucro de € 2,1 bilhões e receita de mais de € 58 bilhões este ano, já contando com a contribuição da empresa controlada nos Estados Unidos. Os números são levemente maiores do que os de 2010, mas excluem a Fiat Industrial, divisão de caminhões, tratores e motores diesel que reúne Iveco, CNH e FPT em uma companhia separada, criada em 2010, com balanço próprio. As previsões da Fiat para 2012 com a Chrysler ainda não foram divulgadas. Quase todos os lucros da montadora são gerados no Brasil, mas a fusão com a Chrysler deve mudar isso e reduziu a dependência que a companhia tinha da Europa.

    Chrysler como Lancia


    Minivan Voyager ganha marca Lancia na Europa

    O lançamento dos dois novos modelos na Itália faz parte da estratégia de vender modelos Chrysler com a marca Lancia na Europa em segmentos premium do mercado também fora da Itália, onde a Lancia faz a maior parte de suas vendas. O sedã Thema é o Chrysler 300C e a minivan Voyager tem o mesmo nome do modelo vendido na América do Norte. A difícil missão será convencer consumidores europeus que modelos Chrysler importados dos Estados Unidos e vendidos como Lancia são boas alternativas aos Audi, BMW e Mercedes-Benz.

    Para as marcas do Grupo Chrysler especificamente (Chrysler, Jeep, Dodge e Ram), o plano global inclui prestar mais atenção ao Brasil e à China, dois mercados com grande potencial de crescimento.