Financiamentos de veículos aumentam 19% em um ano

Total de R$ 7,01 bilhões liberados em junho é um dos melhores níveis de 2017

Por REDAÇÃO AB
  • 27/07/2017 - 16:16
  • | Atualizado há 2 months
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    As concessões de crédito para o financiamento de veículos avançaram 19% em junho ao somarem pouco mais de R$ 7,01 bilhões sobre os R$ 5,89 bilhões verificados em mesmo mês do ano passado, considerando apenas as liberações para pessoas físicas, conforme o balanço das movimentações do sistema financeiro divulgado na quinta-feira, 27, pelo Banco Central. Com este total, as liberações de junho se mantêm entre as maiores do ano: em março e maio, as concessões também ultrapassaram a casa dos R$ 7 bilhões. No ano passado, somente o resultado de dezembro alcançou este nível.

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    No entanto, o total liberado em junho ficou 3,7% menor sobre o resultado de maio, quando o setor financeiro emprestou mais de R$ 7,28 bilhões para o financiamento de veículos no País. Vale lembrar que junho teve 21 dias úteis, um dia útil a menos do que maio, refletindo diretamente no desempenho do setor ao longo do mês.

    Embora a concessão de crédito tenha encerrado o semestre em patamar elevado, considerando a média deste ano, que é de R$ 6,67 bilhões, o nível de aprovação de crédito para o financiamento de veículos vem diminuindo gradativamente, como já confirmou no início deste mês o presidente da Anfavea, Antonio Megale, durante a apresentação do balanço de vendas do setor. Na ocasião, o executivo afirmou que o nível ficou em 40% em junho, abaixo do patamar histórico, que é de 60%, 65% (leia aqui.

    O saldo das carteiras de veículos fechou a primeira metade do ano com R$ 142,7 bilhões, resultado 0,2% menor que o de maio e 4,2% abaixo do verificado em junho de 2016. Enquanto isso, a taxa média de juros atingiu os 24% a.a. em junho, o menor nível desde dezembro de 2015, quando o mercado trabalhou com média de 26%. O prazo médio dos planos de financiamento fechou junho em 41,9 meses, em consonância com a média do ano que está em 42 meses.

    Por sua vez, a inadimplência também atingiu seu menor nível dos últimos 15 meses ao encerrar junho em 4,4%, sendo este também o menor deste ano, embora a queda da inadimplência venha se apresentando de forma bastante gradual.