Ford e Jaguar Land Rover anunciam demissões em massa na Europa

Fábrica da Ford na Turquia, onde é produzida a van Transit: empresa disse que deixará de atuar no mercado de multivans na região europeia

Por REDAÇÃO AB
  • 10/01/2019 - 17:04
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A Jaguar Land Rover anunciou na quinta-feira, 10, que cortará 5 mil postos de trabalho no Reino Unido, enquanto a Ford comunicou um processo de reestruturação na Europa, que inclui a demissão de milhares de pessoas, sem informar com detalhes quantos postos de trabalho serão encerrados.

    No caso da Ford, o plano prevê que a montadora deixará mercados não lucrativos e descontinuar linhas de veículos deficitários. O foco, segundo a empresa, é obter uma margem de lucro operacional na Europa de 6%. Entre as medidas, a marca deixará o de atuar no segmento de multivans, além de parar de fabricar transmissões automáticas em Bordeaux com data prevista para agosto. Também diz que vai rever suas operações na Rússia e combinar a sede da Ford no Reino Unido com a sede da Ford Credit, braço financeiro da companhia no mercado europeu.

    “Estamos tomando ações decisivas para transformar os negócios da Ford na Europa”, disse Steven Armstrong, vice-presidente para Europa, Oriente Médio e África. O executivo não deu detalhes sobre o número de cortes de empregos, que ainda dependem de negociações com líderes sindicais, mas afirmou que as demissões serão na casa dos milhares. “A Ford tem como objetivo obter o máximo de redução de custos trabalhistas que for possível por meio de demissões voluntárias na Europa”, informou.

    Atualmente, a companhia emprega 53 mil funcionários no Velho Continente, onde tem enfrentado dificuldades para atingir o lucro. No terceiro trimestre de 2018, a marca registrou prejuízo de € 245 milhões (antes de juros e impostos). O balanço financeiro do ano passado ainda não foi publicado.

    Por sua vez, a Jaguar Land Rover emprega aproximadamente 40 mil trabalhadores no Reino Unido. As demissões fazem parte de um projeto de estabilização da montadora, que visa reduzir até £ 2,5 bilhões os custos ao longo dos próximos anos. A medida é impulsionada pela retração das vendas em alguns segmentos, mas também pela baixa das vendas na China, onde os negócios caíram 50% nos últimos meses.