Fras-le: receita líquida sobe 6,7% no 1º semestre

Resultado chega a R$ 404,4 milhões, puxado pelo mercado externo

Por REDAÇÃO AB
  • 11/08/2015 - 19:19
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A desaceleração da atividade industrial brasileira passou de lado nas operações da Fras-le, que registrou resultados positivos nos principais indicadores do balanço financeiro referentes ao primeiro semestre. A receita líquida da companhia, que pertence às Empresas Randon, chegou a R$ 404,4 milhões, representando aumento de 6,7% sobre resultado de igual período de 2014, impulsionado pela alta de 9,4% da receita líquida no mercado externo, ao somar R$ 191, milhões, enquanto a receita líquida no mercado nacional cresceu, mas em menor proporção, de 4,4%, para R$ 213,1 milhões.

    Embora os resultados sejam satisfatórios, a empresa não deixou de ser atingida pela retração do mercado, principalmente no Exterior. O faturamento, considerando exportações e operações internacionais, ficaram 14,4% abaixo do registrado na primeira metade do ano passado, ao totalizar US$ 64,3 milhões. As exportações a partir do Brasil diminuíram expressivos 30,6%, para US$ 34,2 milhões, em valor FOB.

    “Buscamos, neste semestre, concentrar esforços em ações para aumentar o desempenho do portfólio de vendas, além de fortalecer ações de reestruturação operacional e mercadológica consolidando a posição da Fras-le como importante player no mercado internacional com ganho de eficiência e com aumento de margem e, também através do retorno dos investimentos realizados na matriz e controladas”, afirma o diretor-superintendente e de relações com investidores, Pedro Ferro. Ele lembra que os esforços internos foram realizados na operação Caxias do Sul (RS) e também nas unidades controladas fora do País.

    A produção de peças nos primeiros seis meses ficou 9,3% abaixo da do ano passado, para 44,6 milhões de unidades. O relatório destaca que o resultado é reflexo da complexidade do cenário econômico atual, fragilizado com o aumento da inflação e taxas de juros que causaram impacto direto no consumo. Montadoras e sistemistas foram os que mais refletiram esses movimentos, embora o mercado de reposição também tenha sentido a diminuição do fluxo de veículos pesados, resultando no aumento da ociosidade da frota e reduzindo as manutenções. A Fras-le também cita acirramento da concorrência nos mercados em que atua.

    No mercado externo, os Estados Unidos continuaram como principal destino das exportações, com participação de 58% na primeira metade do ano. Junto com América do Sul (23%) e Europa (5%) respondem por 87% dos negócios externos totais. A retração das exportações se devem a recente alteração na estrutura externa de vendas para o mercado norte americano, onde os clientes passaram a ser atendidos diretamente pela Fras-le North-America, provocando uma adequação nos níveis de estoque da unidade. Além deste fator, a empresa aponta que o cenário ainda recessivo de alguns países, principalmente na Zona do Euro, além da crise do petróleo e conflitos políticos envolvendo Venezuela, Equador, Rússia e Ucrânia, também interferiram nas exportações.

    Para o segundo semestre, a Fras-le prevê a manutenção dos seus resultados, considerando as incertezas políticas e expressiva queda no volume de vendas das montadoras no mercado brasileiro. Com foco em cliente e portfolio, controle dos custos internos e avanço na estratégia global devem assegurar uma tendência de crescimento contínuo projetado pela empresa. Diante disto, a empresa revisou as projeções para o ano, no qual prevê receita bruta total de R$ 1,1 bilhão, receita líquida de R$ 820 milhões, investimentos de R$ 35 milhões, receitas do exterior equivalentes a US$ 150 milhões e importações de US$ 18 milhões.