GM adia projeto de carro popular

Investimento anunciado de R$ 6,5 bilhões não inclui o novo veículo

Por PEDRO KUTNEY, AB
  • 03/10/2014 - 19:00
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • um minuto de leitura

    Segue em banho-maria o plano da General Motors de fazer no Brasil um novo carro popular . “Viabilizar um veículo de entrada não é fácil. É um segmento que representa cerca de 30% das vendas no Brasil e queremos ter uma fórmula ganhadora. Ainda estamos estudando”, admite Santiago Chamorro, presidente da GM Brasil, para explicar por que ainda não foi definido o projeto que parecia certo para a ociosa fábrica de São José dos Campos (SP). A companhia chegou a anunciar que a planta competia com outros países por investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões para produzir um novo compacto global. No ano passado a GM fechou acordo com o sindicato local dos metalúrgicos para garantir custos trabalhistas mais baixos e negociou redução de impostos com os governos municipal e estadual. A expectativa era confirmar o investimento até o meio deste ano, mas nenhuma decisão foi anunciada.

    “Não quer dizer que estamos renunciando ao segmento. Devemos continuar com Celta e Classic por mais um par de anos”, revela Chamorro. Segundo ele, no programa de investimento de R$ 6,5 bilhões para o período 2014-2018, anunciado recentemente pela companhia, não está contemplado o novo carro popular. “Aportes adicionais serão necessários para isso”, afirma o executivo.

    Segundo fontes revelaram a Automotive Business, internamente na GM o novo compacto de baixo custo é conhecido como Projeto Âmbar (leia aqui). Alguns fornecedores já fizeram algumas cotações de peças para o veículo, que já saiu da gaveta e voltou para ela algumas vezes.

    Em meio à retração das vendas este ano e outras prioridades a atender, como a nacionalização de peças para atender aos requisitos do Inovar-Auto, parece que a GM resolveu esperar por momento melhor para investir em produtos completamente novos. Todo o portfólio no País já foi totalmente renovado entre 2009 e 2013. Agora, segundo Chamorro, a meta é sustentar a marca Chevrolet como a mais vendida no varejo (sem contar vendas diretas a frotistas). “Mas ainda temos algumas surpresas a anunciar”, destacou.