Governo mostra alívio com acordo entre GM e metalúrgicos

Havia temor de que o caso destruísse a imagem positiva atrelada à redução do IPI

Por AGÊNCIA ESTADO
  • 05/08/2012 - 16:37
  • | Atualizado há 2 months
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    O governo recebeu com alívio o acordo fechado na noite de ontem entre a General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos sobre o futuro dos postos de trabalho da unidade da montadora na cidade do interior paulista (leia aqui). Ciente dos principais termos de negociação entre as partes já na quarta-feira, quando obteve da empresa a garantia de que não iria demitir funcionários, o governo temia que um caso pontual acabasse arranhando a imagem positiva em relação à isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, que está em vigor desde maio. O incentivo deverá acabar no fim deste mês.

    "Existia uma preocupação adicional de que a situação da GM prejudicasse ou distorcesse toda a avaliação do programa que tem sido bem sucedido", disse uma fonte próxima às negociações. A isenção do IPI ajudou a elevar as vendas do setor e levou o mês de junho a bater recorde de comercialização de veículos. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revelam que na primeira metade de 2012 foram vendidos 1.449.787 carros, 3% a mais do que no período de janeiro a junho do ano passado.

    O governo ainda não decidiu se continuará com o programa por mais alguns meses. Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que o prazo se encerra em 31 de agosto, com o governo cumprindo tudo o que foi combinado. Apesar disso, muitos apostam na prorrogação do incentivo, porque o benefício concedido para fazer frente aos impactos da crise de 2009 acabou estendido. Dentro do governo, porém, a regra é sempre a de lembrar que o prazo está no fim.