Governo planeja flexibilizar IPI para carros importados a partir de março

Presidente da ABDI revela planos para o setor

Por Automotive Business
  • 17/02/2012 - 11:59
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • 2 minutos de leitura

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    Redação AB

    O governo planeja flexibilizar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados de empresas que estão construindo fábricas no Brasil, disse o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges Lemos, em entrevista em Brasília, DF, informou a agência Bloomberg. De acordo com Lemos, o governo também pretende reduzir a alíquota ao longo dos próximos quatro anos a partir de janeiro de 2013 para veículos que atendam níveis maiores de economia e segurança e que tenham maior nível de nacionalização.

    “O IPI foi usado como freio de arrumação, agora vamos flexibilizar, reduzir. É um incentivo para acelerar o investimento. Nós estamos abaixo do nível tecnológico mundial. O que a gente quer é uma modernização.”

    O presidente da ABDI informou ainda que a presidente da República apoia as medidas sobre mudanças no IPI e que os detalhes de como a redução será aplicada estão em fase de estudo. “O arcabouço do regime está pronto”, disse Lemos, principal conselheiro de política industrial do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Fernando Pimentel.

    Entre as empresas que podem ser beneficiadas pela iniciativa estão as chinesas JAC Motors, que tem planos de iniciar a construção de uma fábrica de US$ 600 milhões em Camaçari, BA, como parte de seu esforço para dobrar as vendas no Brasil até 2015, e a Chery, que constrói uma unidade em Jacareí, SP.

    Henning Dornbusch, presidente da BMW no Brasil, disse no mês passado, que a empresa poderia construir uma fábrica no País caso o governo flexibilizasse o IPI para veículos importados. A montadora suspendeu seus planos após o anúncio da elevação do imposto em 30 pontos porcentuais para veículos com menos de 65% de conteúdo produzido localmente. A lista de beneficiados engloba ainda a Land Rover, que também manifestou a intenção de ter uma unidade produtiva brasileira. Seu presidente na América Latina e Caribe, Flávio Padovan, reuniu-se em dezembro passado com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.

    A medida do governo é parte do esforço para impulsionar a competitividade de fabricantes brasileiros. As montadoras locais perderam participação no mercado doméstico à medida que a alta de 35% do real frente ao dólar desde 2008 tornava carros importados mais baratos, especialmente os chineses. As importações de veículos cresceram 30% no ano passado. No total, carros fabricados no exterior representaram 23,6% do total de licenciamentos em 2011 contra 18,8% em 2010.