Governos devem honrar acordos, diz Ardila

Presidente da GMSA queixa-se de mudanças nos pactos comerciais

Por Automotive Business
  • 15/04/2012 - 21:29
  • | Atualizado há 2 months
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    Redação AB, com informações da Reuters e Automotive News

    A General Motors vai pressionar os governos da América Latina para respeitarem os acordos de comércio existentes, registra o portal Automotive News, dos Estados Unidos, fazendo referência aos esforços do Brasil e Argentina para conter as importações de veículos do México. “Os acordos estão sendo renegociados depois de muitos anos, sem dar tempo às companhias para se adaptarem”, disse à Reuters o presidente da GM América do Sul (GMSA), Jaime Ardila.

    “Nós tínhamos planos de investimentos no México, Brasil e Argentina, com base em acordos vigentes. Se eles são alterados, em função de protecionismo, isso nos afeta. Essa tendência nos preocupa bastante”, disse à agência de notícias o executivo. “Nós não gostamos das mudanças sem aviso e sem um período de transição”, completou.

    A GM é a marca com maior participação na região comandada por Ardila, com de 19% de participação das vendas na América do Sul, 1,1 milhão de unidades vendidas em 2011 e investimento confirmado de US$ 1,3 bilhão este ano, incluindo a expansão da planta em Gravataí (RS), para 350 mil unidades por ano (hoje são 220 mil), com a criação de 2 mil postos de trabalho. A companhia planeja o lançamento de nove modelos este ano na Argentina e no Brasil e cinco em outros países sul-americanos.

    Ardila disse também que, depois de crescer mais de 10% ao ano, a indústria automobilística brasileira ressente-se agora das dificuldades na concessão de crédito à compra de veículos. “Os bancos estão preocupados com a inadimplência”, enfatizou, explicando que se trata de um período de transição, que não deve ser longo, mas não haverá crescimento este ano. No primeiro trimestre as vendas na América do Sul somaram 1,35 milhão de unidades, repetindo o resultado do mesmo período de 2011.