Índice da FGV mostra declínio econômico

Indicador revela reversão de expectativas na economia brasileira.

Por Vitor Abdala, Agência Brasil
  • 18/05/2011 - 12:57
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • 2 minutos de leitura

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    Vitor Abdala, Agência Brasil

    O Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), caiu pelo terceiro trimestre consecutivo, alcançando 5,9 pontos em abril. É a menor pontuação desde julho de 2009, quando o ICE foi 5,5 pontos. Em janeiro, o indicador havia sido de 6,7 pontos, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira, 18, pela instituição.

    O ICE é formado por dois subindicadores: o Índice da Situação Atual, que tem como base a opinião de especialistas sobre a situação atual da economia brasileira, e o Índice de Expectativas, baseado na avaliação dos mesmos analistas sobre os próximos seis meses. O Índice da Situação Atual também caiu pelo terceiro trimestre consecutivo, chegando a 7,2 pontos, depois de registrar 7,7 pontos em janeiro passado. Já o Índice de Expectativas voltou a cair depois de dois trimestres estáveis, passando de 5,7 pontos em janeiro para 4,6 em abril, pior resultado desde janeiro de 2009 (3,1 pontos).

    De acordo com a metodologia adotada, o Brasil entrou em fase de “declínio” da economia, quando o Índice de Expectativas fica abaixo de 5 pontos e o Índice de Situação Atual permanece acima dos 5 pontos. As outras fases são expansão (quando os dois índices estão acima de 5 pontos), recuperação (quando apenas o Índice de Expectativas está acima) e recessão (quando os dois estão abaixo).

    O ICE é medido em vários países do mundo, em parceria com o instituto alemão Ifo. Em comparação com outros dez países latino-americanos, o Brasil ficou em sétimo lugar, atrás do Chile (com ICE de 7,4 pontos), Uruguai (7), Paraguai (7), Peru (6,5), da Colômbia (6,5) e Argentina (6,4), e à frente apenas do México (5,6), Equador (5,2), Bolívia (3,9) e Venezuela (2,2).

    Entre o BRICAs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil ficou atrás da Índia (6,9) e África do Sul (6,2) e à frente da Rússia (5,8) e China (5,1).