Jurid crescerá 30% na reposição em 2018

Jurid chegou ao Brasil nos anos 1960 e produz em Sorocaba (foto) desde 1982. Fabrica pastilhas, sapatas e fluidos para freio

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 28/05/2018 - 20:48
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A Jurid do Brasil prevê aumento acentuado das vendas em 2018: “Devemos crescer cerca de 30% no mercado de reposição e algo entre 20% e 30% no fornecimento às montadoras”, estima José Roberto Alves, diretor geral da companhia especializada em freios instalada em Sorocaba (SP).

    A alta do dólar em tese amplia a perspectiva de quem exporta, mas Alves é cauteloso: “Em princípio não altera nossos planos. Tenho sim uma expectativa de crescimento de 15% a 20% nas exportações, mas isso por causa de negócios com a América do Norte e vários países da América Latina. O dólar sobe, mas cai”, recorda o executivo, que acredita na estabilização da moeda estrangeira abaixo dos R$ 3,50.

    A unidade do interior de São Paulo fabrica pastilhas, sapatas e fluidos de freio. Tem produtos para veículos leves e pesados. Atua com componentes de três marcas: Jurid, com preços intermediários e uma linha mais ampla, inclusive com fornecimento a montadoras; Stop, com produtos mais acessíveis para o mercado de reposição; e Ferodo, com produtos premium para reposição, e que acaba de entrar no Brasil com pastilhas e fluidos importados (veja aqui).

    A Jurid chegou ao Brasil nos anos 1960 e está instalada desde 1982 em Sorocaba, onde produz sapatas, pastilhas e fluidos para freio. Em 2014 foi comprada da Honeywell pela Federal-Mogul (veja aqui). No início de 2018, outra fabricante de freios, a Fras-le (pertencente ao Grupo Randon), teve a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para adquirir da Federal-Mogul a participação majoritária da unidade, 80,1% (veja aqui).

    “Com a aquisição em 2014 pela Federal-Mogul passamos a ter mais acesso à tecnologia de produtos”, afirma Alves. Um dos desdobramentos foi o início da produção, em 2016, de pastilhas Ferodo em Sorocaba. Ainda de acordo com o executivo, a forte participação da Federal-Mogul na Europa abre caminho para a produção e fornecimento no Brasil de componentes desenvolvidos no Velho Continente.