Kia: ``Cada ponto porcentual no País vale R$ 1,5 bilhão´´

Ary Ribeiro, diretor de vendas, fala sobre o mercado automotivo

Por Mário Curcio, AB
  • 10/02/2012 - 16:00
  • | Atualizado há 2 months
  • 3 minutos de leitura

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    Mário Curcio, AB

    Antes de mostrar o Sportage 2.0 com motor flex como o mais novo filhote da família Kia, o diretor de vendas da empresa, Ary Jorge Ribeiro, exibiu uma interessante análise do mercado brasileiro de automóveis, mostrando a queda de participação das quatro grandes (Fiat, VW, Chevrolet e Ford) e o crescimento das francesas, coreanas e chinesas entre 2006 e 2011. “Cada ponto porcentual no mercado brasileiro vale hoje R$ 1,5 bilhão”, estima o executivo.

    Durante a apresentação, ele mostrou que em 2006 as quatro grandes detinham 80,9% do mercado brasileiro e terminaram 2011 com 70%. Nesse mesmo período, as francesas passaram de 7,9% para 10,8%, as chinesas foram de zero a 2% e as sul-coreanas, de menos de 0,5% para 5,75%.

    “Nos últimos três anos, a Kia apresentou o maior crescimento (mais de 210%) entre as marcas grandes. Em 2011 a alta foi de 41,7%, enquanto o mercado como um todo cresceu apenas 2,9% na comparação com 2010.” Contudo, Ribeiro deixou de mostrar um número negativo: O volume de emplacamentos da Kia em janeiro deste ano foi 40% menor que no mesmo mês de 2011, como reflexo do decreto 7567, que elevou em 30 pontos porcentuais a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis importados. A queda de vendas da Kia foi um retrato fiel do setor de importados, cuja redução foi de 40,9% (dado da Abeiva, que reúne marcas sem fábrica no Brasil). No entanto, Ary Ribeiro precisava de números positivos da Kia e foi com eles que tocou sua apresentação: “Nossa rede passou de 142 pontos de venda em 2010 para 162 em 2011. No ano passado, só não vendemos mais por falta de carro. O Sportage é um exemplo. Muitos queriam a versão topo de linha com pintura branca e não tínhamos para entregar. Venderíamos o dobro se tivéssemos.”

    A falta de estoque também comprometeu o desempenho do Cerato, sedã médio que concorre com Toyota Corolla e Honda Civic. “Recebemos um volume razoável no primeiro semestre, mas a Coreia nos avisou que reduziria o envio de carros no segundo semestre.” De acordo com o executivo, esse teria sido o motivo para o carro ainda não ter uma versão flexível, cuja data de chegada ele não soube informar. “Provavelmente este ano”, diz.

    Para este ano já é certa a vinda do sedã de luxo Optima. “Chega em março”, garante. Já o modelo Rio parece ter tido seu destino mudado pela nova alíquota do IPI. Em agosto de 2011, antes da publicação do decreto 7567, o presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, expressou seu desejo de trazer o Rio em 2012 “para concorrer com o Hyundai i30”. Ribeiro, no entanto, acha pouco provável a vinda do carro pelo volume mínimo necessário (cerca de 1.200 unidades) e pelo investimento elevado em ferramental e treinamento que ele implicaria.