Lideranças reforçam a necessidade de fortalecer pluralidade no setor automotivo

Pablo Di Si, Luis Afonso Pasquotto e Marcelo Moraes falam da importância de fomentar ambientes mais diversos

Por NATÁLIA SCARABOTTO, PARA AB
  • 25/11/2020 - 17:40
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Durante o III Fórum AB Diversidade no Setor Automotivo, lideranças debateram o impacto da pandemia no segmento e o papel dos executivos de alto escalão no fomento à pluralidade da indústria. O evento promovido por Automotive Business aconteceu nos dias 24 e 25 de novembro, on-line. É possível acompanhar as discussões aqui.

    O painel contou com a participação de lideranças da Cummins Brasil, Lear Corporation e Volkswagen Brasil, que compartilharam suas trajetórias e aprendizados em relação ao tema. Para os executivos, a pandemia foi um momento importante quando se trata do tema diversidade e inclusão. O vice-presidente para a América do Sul da Lear Corporation, Marcelo Moraes, disse que enxerga a diversidade como um valor humano importante para enfrentar desafios:

    “Quando você enfrenta crises, precisa buscar referências, se apoiar nos valores e progredir junto. O que há de mais genuíno em diversidade e inclusão é abraçar ao redor do que a gente acredita e seguir no caminho que foi trilhado”, diz Moraes.



    Pensamento parecido foi o que guiou a Cummins Brasil durante a pandemia. “A pandemia trouxe novas formas de atuar e, nessa mudança, mantivemos o nosso trabalho em diversidade e inclusão e me sinto muito feliz por isso”, afirmou o presidente Cummins Brasil, Luis Afonso Pasquotto, também vice-presidente da Cummins Inc.

    Para o presidente da Volkswagen Brasil e América Latina, Pablo Di Si, o período abriu mais espaço para a diversidade. Em setembro, a empresa tornou-se signatária dos WEPs (Princípios de Empoderamento da ONU Mulheres).

    “Assinar os WEPs foi um processo natural, a pandemia acelerou o nosso processo de diversidade e temos muito orgulho deste nosso compromisso com os princípios de empoderamento da mulher”, aponta Di Si.



    Ele destacou ainda que a empresa buscou se aproximar dos colaboradores “Na América Latina, colocamos a agenda quantitativa e qualitativa para que as pessoas pudessem dizer o que estavam sentindo e como podíamos melhorar.”

    CAMINHOS PARA ENGAJAR A LIDERANÇA



    Apesar do engajamento das empresas participantes do debate, o setor automotivo ainda avança a passos lentos quando se trata de diversidade. Em algumas organizações, por exemplo, a resistência está no próprio comando.

    “A liderança tem que ser o exemplo impecável da diversidade e inclusão, de forma que inspire a organização e mostre autenticidade. Se isto não acontece, o movimento tem que ser de baixo pra cima”, observou Pasquotto.



    Para Moraes, uma estratégia eficiente para ajudar a mudar a transformar a mentalidade das lideranças mais resistentes é trazer uma abordagem em comum e objetiva. “Traga a ótica do respeito. Todo mundo entende o que é respeitar e ser respeitado, ouvir e ser ouvido.”

    Guilherme Bara, sócio da MAC Diversidade e conselheiro da Rede AB Diversidade sugere ainda que a abordagem seja apoiada em valores da empresa. “Visite os documentos da empresa e códigos de conduta porque muitos desses valores de respeito e a não discriminação já estão lá”.