Lucro da Paccar cai 59% no semestre por causa da pandemia

Paralisação global das fábricas afeta desempenho financeiro da companhia dona da DAF

Por REDAÇÃO AB
  • 11/08/2020 - 20:27
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    O lucro do Grupo Paccar diminuiu 59% no primeiro semestre ao atingir US$ 507,1 milhões quando comparados com os US$ 1,25 bilhão apurados em mesmo período do ano passado, de acordo com comunicado divulgado na terça-feira, 11. A paralisação dos negócios e consequentemente da atividade industrial ao longo do primeiro e segundo trimestre em várias partes do mundo impactaram diretamente nos resultados.

    O faturamento da companhia, dona das marcas de caminhões DAF, Kenworth e Peterbilt, passou de US$ 13,1 bilhões para US$ 8,2 bilhões neste ano.

    Apesar da queda dos resultados tanto no consolidado do primeiro trimestre quanto na comparação trimestral, a empresa comemora a solidez de seu balanço financeiro e por ter alcançado lucro, embora menores, em todas as suas divisões.

    “Com a pandemia do coronavírus, a Paccar fechou suas fábricas por cinco semanas no início do segundo trimestre e, gradualmente, vem retomando a produção enquanto aprimora seus processos e procedimentos operacionais para a saúde e bem-estar dos funcionários, eficiência de produção e satisfação do cliente. Estou muito orgulhoso de nossos funcionários que entregaram uma produção excelente e desempenho na distribuição, enquanto aplicaram melhorias nos já rigorosos padrões de saúde e segurança”, afirma em nota o diretor presidente da Paccar, Preston Feight.

    Em seu relatório, a empresa relata recuperação nos principais mercados, incluindo América do Norte, Europa e América do Sul.

    “Estima-se que o mercado sul-americano de caminhões (acima de 16 toneladas) alcance vendas entre 60 mil e 80 mil unidades em 2020, em especial impulsionado pelo Brasil, que é um dos ambientes operacionais de maior demanda no mundo”, explica Mike Kuester, vice-presidente da Paccar na América do Sul. “A DAF conseguiu um recorde de 9,1% de participação no mercado brasileiro, no segmento de caminhões acima de 40 toneladas na primeira metade deste ano”, lembra.