Lucro líquido da Fras-le avança 23% em 2016

Fabricante de produtos de fricção aumenta os ganhos para R$ 64,3 milhões

Por REDAÇÃO AB
  • 23/03/2017 - 18:13
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A fabricante de produtos de fricção Fras-le apurou aumento de 23% no lucro líquido obtido em 2016 na comparação com o anterior, passando de R$ 52,2 milhões para R$ 64,3 milhões, informa em comunicado divulgado na quinta-feira, 23. A margem líquida encerrou o período em 7,9%, aumento de 1,9 ponto porcentual na mesma base de comparação.

    O Ebitda (lucro antes de juros, impostos e depreciação de ativos) teve leve aumento de 1%, para R$ 123,7 milhões, com margem de 15,2%, sendo 1,2 pontos porcentuais a mais do que no ano anterior, uma das melhores para a empresa nos últimos anos. O Ebitda apresentou, portanto, um crescimento médio anual de 9,6% nos últimos cinco anos.

    “Contrariamos a corrente negativa e nos prepararmos para garantir um bom espaço num novo ciclo de crescimento”, afirma o diretor-presidente da Fras-le, Sergio Lisbão Moreira de Carvalho, que assumiu o cargo agora em março. “A saída é a busca de competitividade e produtividade nos mercados interno e externo, mesmo diante de um real mais valorizado”, completou o executivo.

    Já o lucro bruto teve queda de 9,2% sobre 2015 ao encerrar 2016 com R$ 232 milhões, embora tenha apresentado elevação média anual de 8,3%, considerando também os últimos cinco anos. O faturamento líquido da Fras-le também foi menor em 2016, chegando a R$ 812,7 milhões, 7,1% abaixo dos R$ 875 milhões de um ano antes, devido à redução da demanda no Brasil principalmente no mercado OEM.

    As exportações a partir do Brasil somaram US$ 79,6 milhões em 2016, evolução de 8% sobre 2015, apesar da menor demanda de materiais de fricção na região do Nafta. Na somatória das exportações com as vendas por meio das filiais que operam em outros países, o faturamento chegou a US$ 126,8 milhões, queda de 6,2% no comparativo anual, refletindo as vendas menores nos Estados Unidos e na China. Este cenário foi levemente compensado pelo fim dos bloqueios alfandegários no mercado sul-americano e pelo crescimento das vendas em algumas regiões como Europa, África e Américas do Sul e Central.