Mahindra traz de volta utilitário por R$ 97,9 mil

Além do motor houve mudanças no câmbio e na suspensão traseira (foto: Mário Curcio)

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 26/09/2014 - 14:37
  • | Atualizado há 2 months
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    A Mahindra volta a vender no Brasil seu utilitário. O modelo recebeu, enfim, um motor adequado ao Proconve P7 com 120 cavalos. É o mesmo que equipa as picapes da marca, relançadas em agosto de 2013 (leia aqui). Além da troca de motor, o velho Scorpio mudou de nome e se chama agora M.O.V., sigla para Mahindra Off-Road Vehicle e também um trocadilho com o termo inglês moove. O preço de tabela é um tanto alto, R$ 97,9 mil.

    É verdade que não se compra outro modelo com motor a diesel, tração nas quatro rodas com reduzida e lugar para sete pessoas no mercado de novos por esse preço, mas tem muita coisa bacana nessa faixa, até mesmo picapes a diesel com cabine dupla. Como exemplo, uma Nissan Frontier S 4x2 parte de R$ 94.990 e passa a R$ 104.990 na versão 4x4. “Estamos mudando nosso enfoque. Não dava para vendê-lo como como um SUV. Esse segmento tem carros com desenho mais atual. Queremos o público que gosta de aventura e quer um jipe para passear com a família”, afirma Álvaro Sandre, novo diretor comercial da Bramont, empresa que monta os produtos Mahindra e as motos Benelli no Brasil.

    Desenho é mesmo um entrave às vendas da linha Mahindra. Ainda que se esqueçam os detalhes de gosto duvidoso como a grade dianteira ou as exageradas lanternas traseiras, as calhas no teto estão lá para lembrar que se trata de um projeto defasado.

    Segundo o executivo, as concessionárias usarão programas que favoreçam os pequenos agricultores como forma de financiamento do modelo. Assim como ocorre com as picapes Mahindra, a carroceria do M.O.V. recebe tratamento anticorrosivo e pintura em Pouso Alegre (MG), na Flamma, antiga Automotiva Usiminas, de onde segue para Manaus, é montada sobre o chassi e recebe os equipamentos e acabamentos.

    Bastante equipado, o jipe tem direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, piloto automático, regulagem para o facho dos faróis e volante ajustável em altura. O interior é revestido de couro sintético e tanto a segunda como a terceira fila de bancos trazem descansa-braço central. O ar-condicionado tem duas saídas para a segunda fila de bancos. O engate do 4x4 e da reduzida é feito por um comando elétrico.
    Mahindra
    Mahindra M.O.V. peca pelo desenho defasado, mas é bem completo. Tem motor turbodiesel, tração 4x4 com reduzida, sete lugares e ar-condicionado com saídas para a segunda fileira de bancos (fotos: Mário Curcio)

    O câmbio é manual e tem cinco marchas. Segundo Álvaro Sandre, essa transmissão mudou e tem engates mais fáceis. A suspensão traseira também recebeu alterações para impedir oscilações da carroceria. O M.O.V. é vendido em versão única, não há opcionais nem a possibilidade de transmissão automática.

    A Mahindra começou a montar seus veículos no Brasil em 2007. Nestes sete anos, apenas 3.197 unidades chegaram às ruas. Em 2014 foram emplacados até agosto cerca de 450 veículos Mahindra. “Devemos fechar o ano com 700 unidades. A partir de 2015 queremos vender 160 carros por mês, metade M.O.V., metade picape”, afirma Sandre.