MDIC projeta que Brasil crescerá 4% em 2011 e 2012

Mercado interno será o principal motor da expansão

Por Agência Estado
  • 09/08/2011 - 12:47
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • 2 minutos de leitura

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    Agência Estado

    O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Alessandro Teixeira, confia que o desempenho da economia brasileira neste ano e no próximo será favorável, a despeito do agravamento da crise financeira internacional. "Acredito que o crescimento neste ano chegará a 4%", comentou Teixeira, ressaltando que tal marca também poderá ser repetida em 2012.

    Teixeira destacou que o Brasil tem um mercado interno muito forte, que é seu principal motor para viabilizar a expansão em patamares favoráveis por um prazo longo. Apesar disso, o secretário observou que no próximo ano ainda há incertezas sobre o desempenho da economia brasileira, diante de potenciais impactos da retração da economia mundial para o País, especialmente na área de investimentos e exportações de produtos nacionais para o mundo.

    Pimentel disse que esperava que a taxa Selic (juro básico da economia) caísse no segundo semestre. "Todo mundo quer juros menores. Mas a condução da política monetária é de competência do Banco Central e ele vai avaliar qual deve ser a melhor decisão para o País na próxima reunião de 30 e 31 de agosto", disse. "A prioridade é o combate à inflação, pois ela pune muito mais a população mais simples", afirmou.

    Classificação

    O secretário-executivo do MDIC destacou nesta terça-feira, 9, que as condições econômicas do País, sobretudo o bom desempenho fiscal e o avanço do crescimento sustentado com inflação sob controle, ao mesmo tempo em que melhora de forma substancial a distribuição de renda, credenciam o Brasil a receber melhores avaliações das agências de classificação de risco. "O Brasil merece posições de rating (nota) muito melhores, pois, inclusive, apresenta condições econômicas bem mais favoráveis do que muitos países, alguns deles europeus", afirmou.

    Teixeira citou o caso da Itália. O país, cujo primeiro-ministro é Silvio Berlusconi, possui uma dívida pública próxima a 120% do Produto Interno Bruto (PIB), o que é, em termos proporcionais, duas vezes maior do que a relação entre dívida e PIB do Brasil, que atinge 56% em termos brutos.