Mercado nacional eleva adesão a tecnologias de segurança veicular e assistência ao condutor

Pandemia não impacta a tendência de longo prazo por aumento da demanda por soluções de segurança veicular e assistência ao condutor

Por NATÁLIA SCARABOTTO, PARA MÍDIA LAB AB
  • 09/12/2020 - 00:20
  • | Atualizado há 2 months
  • 3 minutos de leitura
    Com um dos maiores índices de acidentes no trânsito do mundo, o Brasil registra 30 mil mortes por ano, aponta o DataSUS. Preocupados com a vida, os consumidores têm buscado veículos mais seguros, impulsionando a indústria nacional no desenvolvimento de tecnologias de segurança e de assistência ao condutor, segundo especialistas da Bosch.



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    “Em uma pesquisa que fizemos com os consumidores, 93% consideram que a segurança é fator primordial”, afirma Michel Braghetto, gerente de marketing da divisão Chassis System Control da Bosch. “Mais de 50% dos respondentes gostariam que seus veículos tivessem tecnologias de segurança e sistemas de assistência ao condutor.”

    No trânsito, cerca de 90% dos acidentes são causados por falhas humanas, mas existem cada vez mais soluções disponíveis para reduzir este nível tão elevado de erros. A Bosch conta, por exemplo, com o avançado sistema AEB (Frenagem Automática de Emergência, em português). A tecnologia de assistência ao condutor pode evitar 50% das colisões traseiras, explica Leimar Mafort, gerente de engenharia da divisão Chassis System Control da Bosch.

    Em julho deste ano, o AEB estava presente em um quarto dos veículos novos disponíveis para venda como item de série, de acordo com levantamento da empresa. Apesar de ser mais comum em automóveis e SUVs médios e premium, Mafort afirma que a tecnologia tem conquistado espaço entre os carros compactos mais vendidos no mercado nacional.

    Outro item de segurança importante é o ESP (Programa Eletrônico de Estabilidade), que já é obrigatório desde 2020 para modelos leves novos e que será compulsório a todos os veículos no mercado nacional nos próximos anos. Ele combina as funções de ABS e de Controle de Tração, além de detectar e neutralizar movimentos de derrapagem do veículo. De acordo com pesquisadores da Bosch, o item pode evitar 80% de todos os acidentes.

    Igualmente ao AEB, o ACC (Controle de velocidade adaptativo) desponta pelo crescimento de 100% na taxa instalação. O sistema é uma espécie de piloto automático que, além de ajustar a velocidade do carro ao fluxo de tráfego, também mantém uma distância segura do veículo à frente, ajudando a evitar colisões, explica o engenheiro. “É uma tecnologia de assistência ao condutor que contribui para a redução de acidentes no trânsito”, diz Mafort.

    CONSCIÊNCIA DO CONDUTOR E NORMAS IMPULSIONAM SEGURANÇA VEICULAR



    De acordo com Michel Braghetto, o crescimento das tecnologias de segurança e de assistência ao condutor é uma tendência impulsionada pelo aumento da conscientização das pessoas, por iniciativas como o Latin NCAP (Programa de Avaliação de Veículos Novos para a América Latina e Caribe) e, ainda, pelas legislações de segurança e pelo programa Rota 2030. “Tudo isso, sem dúvida, faz com que as montadoras busquem novas tecnologias.” Leimar Mafort tem a mesma percepção:

    “O impacto desta mudança é visível nos projetos da Bosch. Como importante fornecedora de tecnologias de segurança e assistência, percebemos o crescimento na procura por estes itens. Por isso, preparamos o nosso corpo de engenharia para desenvolver projetos e atender às novas demandas”, diz o especialista.



    Com dez anos de atuação, o Latin NCAP se tornou referência para os consumidores. “O nosso estudo mostra que boa parte dos compradores leva em consideração o rating da entidade na hora de escolher o veículo”, afirma Michel.

    PANDEMIA IMPACTA ADESÃO A ITENS DE SEGURANÇA, MAS NÃO MUDA TENDÊNCIA



    Apesar da crescente demanda pelas tecnologias de segurança, a pandemia impactou o cronograma para o avanço de alguns dispositivos. A resolução Contran 799/2020, por exemplo, posterga a data para instalação de alguns sistemas de segurança veicular, dentre elas o ESP (Sistema de Controle de Estabilidade).

    “Entendemos a situação que a Covid-19 trouxe para o setor automotivo mundial e nacional, mas a nossa visão é de que é um sistema consolidado. A tecnologia é conhecida e amplamente aplicada, globalmente e localmente”, afirma Braghetto. “O ESP já tem uma alta taxa de instalação de mais de 60%. Percebemos que são casos pontuais e que a estratégia de implementação desse sistema está sendo pouco afetada, a maioria do mercado está seguindo o seu plano para a adoção do ESP a partir de 2022.”

    Em relação a outros possíveis impactos da pandemia, os especialistas da Bosch se mostram otimistas. “Até o momento não observamos atrasos significativos, cancelamentos e postergações por parte dos clientes. A tendência é de crescimento e os itens de segurança veicular e assistência ao condutor vieram para ficar. Não enxergamos um impacto que possa mudar significativamente a introdução dessas tecnologias”, sinalizam.

    “Bosch está ensinando o veículo a dirigir e moldando o futuro da mobilidade com os seus sistemas de segurança e de assistência ao condutor. A ideia é proporcionar um trânsito cada vez mais seguro, sustentável e fascinante”, conclui Braghetto.