Mercedes-Benz aumenta participação no 1º semestre

E DAF é a única fabricante a registrar crescimento das vendas no período

Por SUELI REIS, AB
  • 05/07/2016 - 20:28
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Apesar do cenário ainda grave no segmento de caminhões, cuja queda das vendas chegou a 32% no primeiro semestre (leia aqui), a Mercedes-Benz conseguiu aumentar ainda mais sua participação de mercado ao elevar a fatia em 3,48 pontos porcentuais, resultando em um market share de 30,02% contra os 26,55% registrados nos primeiros seis meses do ano passado. Em volumes, o resultado continua negativo: foram pouco mais de 7,6 mil caminhões da marca emplacados no período, o que representa retração de 23% no comparativo anual.

    Já a vice-líder MAN Latin America, que detém as marcas MAN e VWCO, encerrou a primeira metade deste ano com fatia de 27,37% do mercado, resultado que ficou 0,96 pp acima do apurado há um ano, quando a marca deteve 24,41% dos licenciamentos. Apesar do ganho em participação, a empresa viu seus emplacamentos declinarem 29,5% no primeiro semestre, com pouco mais de 6,9 mil unidades.

    Juntas, as líderes ainda detêm mais da metade do mercado, com uma participação ainda mais concentrada ao somar 57,3% sobre os 52,9% do primeiro semestre de 2015.

    No ranking das dez empresas que mais venderam entre janeiro e junho, a Mstrong>Ford, que segue na terceira posição, foi a que mais perdeu mercado ao encerrar o período com 15,44%, fatia 3,63 pp menor do que há um ano. Suas vendas também caíram de forma mais acentuada do que o muito o mercado: com 3,9 mil unidades emplacadas, o volume é 45% menor do que o registrado na primeira metade de 2015.

    Com participação de 11,42%, nível tecnicamente estável com relação ao ano passado ao diminuir o share em apenas 0,1 pp, a Volvo registra queda equivalente à do mercado, de 32,6%, ao licenciar 2,9 mil caminhões. A marca que só participa na categoria de pesados manteve a quarta posição do ranking.

    Por sua vez, a Scania, na quinta posição, aumentou sua fatia em 1,41 pp, para 8,16%, enquanto as vendas reduziram em 17,7%, para pouco mais de 2 mil caminhões. Já a Iveco registrou uma das maiores quedas nas vendas com entregas 40% menores do que os seis primeiros meses de 2015, para 1,4 mil unidades. Apesar disso, este volume ainda lhe confere a sexta posição no ranking, embora sua participação resulte em 5,56% contra fatia de 6,31% registrada há um ano.

    A única a comemorar números totalmente positivos foi a DAF, que com 277 emplacamentos apurou crescimento de 58,2% das vendas, embora a base seja bastante baixa, o que reforça a evolução da marca no mercado. Resultado disso é o aumento de sua participação, que passou de 0,47% para 1,09% no comparativo anual.

    Neste caso, houve mudanças significativas nesta parte do ranking: a DAF subiu da oitava para a sétima posição, desbancando a Hyundai, que desceu três degraus e foi parar na 10ª posição. Quem subiu para a oitava e nona colocação foram Agrale e International, respectivamente.

    Embora a Agrale tenha registrado queda de 18,6% nas vendas, para 122 unidades em seis meses, a empresa garantiu 0,48% de fatia de mercado ao elevar sua participação em 0,08 pp. Por sua vez, a International continua a vender os estoques mesmo após paralisar suas operações na fábrica de Canoas/RS, que está desativada. Foram licenciados 28 caminhões da marca entre janeiro e junho, 40,4% menos do que em iguais meses de 2015, quando foram vendidas 47 unidades. Com isso, a participação caiu 0,02 pp, para 0,11%.

    Figuram ainda na lista Sinotruk, na 11ª posição, que emplacou 25 veículos em seis meses (-50,9%), seguida pela Foton, cujas vendas somaram 17 unidades no período (-58,5).