Mercedes-Benz tem março recorde no atacado

Dirlei Dias: ''Repassamos 1.953 carros à rede''

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 02/04/2015 - 14:00
  • | Atualizado há 2 months
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    Ao contrário do que ocorre com a divisão de caminhões e chassis para ônibus Mercedes-Benz, que teve queda de 55% neste primeiro trimestre, a área de automóveis vive um grande período: “Batemos nosso recorde em março em vendas no atacado, com 1.953 carros repassados às concessionárias”, comemora o gerente de vendas e marketing Dirlei Dias.

    O crescimento ocorre por causa do sucesso do utilitário esportivo GLA, que chegou em setembro e teve a gama ampliada agora para sete versões (leia aqui). A ampliação da rede também é responsável pelo aumento das vendas. De janeiro de 2014 para janeiro de 2015 saltou de 37 para 47 lojas e até o fim do ano passará a 57 unidades como consequência da preparação do mercado para absorver a futura produção local do próprio GLA e também do sedã Classe C.

    “Até o fim de 2016 serão 70 pontos”, afirma Dias. “Algumas praças estão recebendo a segunda loja e a cidade de São Paulo chega a 11 revendas”, diz. O crescimento mundial da montadora ocorre como consequência da atração de consumidores cada vez mais jovens à marca. “A Mercedes percebeu que, para os mais jovens, a beleza do carro está acima da segurança. A partir de mudanças nos veículos, de 2009 para cá a faixa etária de nossos consumidores regrediu 11 anos, de 59 para 48 anos em média”, recorda Dias.

    Segundo o gerente, isso fica bem claro com a chegada do Classe B em 2012 e também dos lançamentos dos modelos Classe A, CLA e GLA. “Com o rejuvenescimento, a marca pretende liderar o mercado de luxo até 2020, à frente de BMW e Audi.” No Brasil, a futura fabricante promete superar com folga as 12 mil unidades vendidas em 2014: “As três crescerão aqui neste ano 25% e vamos terminar 2015 na frente”, assegura Dias, sem revelar o número projetado.

    Para isso, a Mercedes-Benz usará duas cotas de importação obtidas pelo Inovar-Auto, uma como futura fabricante e outra como importadora, resultando em quase 15 mil veículos. Sobre a produção em Iracemápolis (SP), Dirlei Dias garante que começará em fevereiro, ainda que a economia atrapalhe e as vendas não caminhem como o planejado: “No Brasil, qualquer empresa que se baseie em picos e vales se estrepa. Tem de ter uma estratégia clara, como temos desde outubro de 2013, quando fomos habilitados como fabricante.”