Mercedes faz campanha para explicar P7

Empresa esclarece papel do Arla 32.

Por Automotive Business
  • 30/06/2011 - 22:44
  • | Atualizado há 2 months
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    Redação AB

    A Mercedes saiu na frente para explicar à praça o que vai representar a mudança na legislação de emissões para veículos comerciais a partir de janeiro, quando começam a valer as normas do Proconve 7. Com o título "Melhor reprojetar o motor do que recriar a natureza", a fabricante de caminhões e chassis para ônibus faz campanha de propaganda para contar como vai funcionar a sua tecnologia BlueTec 5 aplicada aos novos motores.

    O BlueTec 5 promete reduzir em 80% a emissão de material particulado e em 60% a emissão de óxidos de nitrogênio, transformando-os em nitrogênio puro e vapor d'água, inofensivos ao meio ambiente. A tecnologia melhora a combustão do motor e trata os gases do escapamento. Para isso, explica a Mercedes, um reservatório específico deve ser abastecido com uma substância não tóxica denominada Arla 32 (Agente Redutor Líquido de NOx Automotivo), que é uma solução aquosa de ureia em água a 32%.

    O Arla 32 estará disponível nos revendedores da marca e haverá também distribuição de várias fontes. Os transportadores provavelmente terão tanques de estocagem em seus centros operacionais e os postos de combustível estão se preparando para atender a demanda. O filtro de Arla 32 nos veículos será trocado a cada dois anos.

    O Arla, colocado em tanque separado do diesel, é bombeado para uma válvula dosadora, que recebe informações da central de processamento eletrônico para controlar a injeção do produto diretamente no duto de escape. A reação química transforma os óxidos de nitrogênio em material inofensivo.

    Combustível

    O motor dos caminhões que vai obedecer as normas P7 exige combustível limpo. Gilberto Leal, diretor de desenvolvimento de motores da Mercedes-Benz do Brasil, lembra que o diesel ideal para os motores Euro 5 é o S10 (com apenas 10 partes de enxofre por milhão, ou 10 ppm), mas o S50 permitirá funcionamento adequado.

    Caso o abastecimento não seja feito com diesel de baixo teor de enxofre, Leal destaca que o OBD, sistema de diagnose eletrônico, irá detectar isso e, depois de um certo número de ocorrências, reduzirá automaticamente a potência do motor (25% para veículos até 16 toneladas e 40% nos maiores que isso), para evitar danos maiores. Isso só acontecerá quando o motor for religado, nunca com o caminhão em funcionamento.

    A Mercedes já admitiu que os novos veículos Euro 5 serão 8% a 15% mais caros que os atuais e deverão gastar 5% de Arla 32 para cada tanque de diesel. Os custos maiores são justamente a maior das preocupações dos transportadores. Neuto Gonçalves dos Reis, diretor para assuntos técnicos e econômicos da NTC&Logística, disse que o preço do caminhão ainda é o maior custo da planilha de qualquer transportador.

    O preço do diesel S50 ainda não foi definido pela Petrobras.