Metalúrgicos da GM aprovam novo lay-off em São José

GM de São José dos Campos tem 824 trabalhadores em lay-off, ou seja, com contrato de trabalho temporariamente suspenso

Por REDAÇÃO AB
  • 15/10/2012 - 11:28
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Notícia atualizada em 15 de outubro às 11h28

    Metalúrgicos da General Motors em São José dos Campos (SP) aprovaram na segunda-feira, 15, o acordo acertado entre sindicato e montadora que prorroga, do fim de novembro para o fim de janeiro, a suspensão de um plano de demissão na unidade.

    Com o acordo, feito na quinta-feira, 11, o período de lay-off, suspensão temporária do contrato de trabalho que beneficia 824 trabalhadores do setor MVA, foi estendido de 30 de novembro para 26 de janeiro, mesmo prazo em que a montadora concordou continuar produzindo o sedã compacto Classic na linha. Atualmente, o carro também é feito nas unidades da Argentina e de São Caetano do Sul.

    Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a GM planeja demitir 1.840 trabalhadores do MVA, sigla para Montagem de Veículos Automotores. Essa seção da fábrica deixou de produzir este ano os modelos Corsa, Meriva e Zafira. Estes já têm substitutos feitos em outras fábricas, o Corsa pelo Onix em Gravataí (RS) e Meriva e Zafira pela Spin, montada em São Caetano do Sul (SP). Do total de trabalhadores, 232 aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), que continuará aberto até o dia 30 deste mês, segundo a entidade.

    Com a prorrogação do acordo de suspensão das demissões, o sindicato e a montadora têm até 25 de janeiro para manter negociações sobre a linha. Os sindicalistas acreditam que, com a transição de governo na cidade, os acordos sejam mais favoráveis aos trabalhadores a partir do ano que vem. O candidato do Partido dos Trabalhadores, Carlinhos Almeida, ganhou a eleição em São José dos Campos. O prefeito atual da cidade é o tucano Eduardo Cury.

    Na segunda-feira, 15, uma delegação de cerca de 150 pessoas, entre trabalhadores afastados e dirigentes sindicais, vai a Brasília para uma mobilização em frente ao Senado Federal para pedir ao governo a defesa dos 1.840 empregos.