Mini chega à sua terceira geração

As mudanças na aparência são pequenas, mas a carroceria está quase 10 cm maior (foto: Mário Curcio)

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 04/06/2014 - 02:26
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Apenas dois meses após o lançamento na Europa, a rede brasileira de concessionárias começa a receber a terceira geração do Mini. Neste primeiro momento ele está à venda em três versões: Mini Cooper, com motor 1.5 de 136 cv de potência e preço sugerido de R$ 89.950; Cooper S, com um 2.0 de 192 cv e preço sugerido de R$ 107.950; e Cooper S Top, com essa mesma motorização, mas tabela de R$ 124.950.

    O valor mais elevado se explica por itens como o Drive Assistance, capaz de monitorar o tráfego à frente, atuando inclusive nos freios para evitar colisões. Vem também com sistema de navegação, teto solar e head-up display, que projeta no para-brisa a velocidade e outras informações importantes.

    As primeiras opções da nova carroceria são todas do hatch de três portas. “De todos os carros que venderemos em 2014, 70,2% serão do Cooper S”, afirma a diretora da Mini, Nina Dragone. Somadas todas as carrocerias e versões, a expectativa é vender 2,8 mil unidades este ano (leia aqui).

    Os novos carros à venda têm injeção direta de gasolina e incorporam tecnologias BMW como o Double Vanos (que controla a abertura das válvulas de admissão e escape), o Valvetronic (que varia o tempo e curso de abertura das válvulas e substitui o corpo de borboletas) e o Twin Power Turbo, turboalimentador com coletor duplo, que resulta em respostas rápidas do motor até mesmo em rotações baixas.

    O câmbio para todos é automático de seis marchas, com aletas para troca de marcha atrás do volante e controle eletrônico de largada no caso do Cooper S Top. “Entre agosto e setembro chegará a opção Exclusive do Cooper S, com preço sugerido de R$ 113.950”, diz Nina. Este também terá as aletas para troca de marcha e controle de largada.

    Em novembro chegará a versão mais simples, Mini One, com motor 1.2 turbo de 102 cv e câmbio manual de seis marchas. O preço ainda não foi definido. A versão de entrada detém menos de 7% das vendas totais.

    APARÊNCIA SEMELHANTE, PROJETO DIFERENTE

    Mini chega à terceira geração
    Desenho traseiro também mudou pouco, mas resultou em porta-malas com 51 litros a mais do que antes. No novo painel, velocímetro passou para a coluna de direção (fotos: Mário Curcio e divulgação).

    É preciso pôr a segunda e a terceira gerações lado a lado para perceber as sutis diferenças de grade, para-choques, rodas, faróis e lanternas existentes entre elas. Mas as mudanças não foram apenas um retoque na aparência. A carroceria mede agora 3,82 metros, está quase 10 centímetros maior. A distância entre eixos aumentou em 2,8 cm. O Mini também ficou mais largo em 2,6 cm. A altura, porém, aumentou menos de 1 cm.

    As novas medidas resultaram em aumento do conforto interno. Outro ganho importante foi na capacidade do porta-malas, que passou de 160 para 211 litros. O tanque de gasolina comporta agora 44 litros, 10% a mais. Apesar das dimensões maiores, a Mini conseguiu redução de cinco a dez quilos no peso total do modelo, conforme a versão.

    No interior, algumas diferenças importantes estão no velocímetro, agora na coluna de direção, no ar-condicionado com duas zonas distintas de temperatura e em novos bancos.

    BONS DE GUIAR COMO SEMPRE

    Durante a apresentação dos novos Mini, Automotive Business dirigiu as versões Cooper e Cooper S em um autódromo no interior paulista. Mais potente (192 cv) e com aletas para troca de marcha no volante, a segunda opção deixa claro por que é disparado a mais vendida.

    Responde rápido ao acelerador até mesmo em saídas de curva com subida. Quem tiver a paciência de esperar até setembro poderá economizar R$ 11 mil na opção Exclusive do Cooper S, que entrega o mesmo motor e câmbio com trocas no volante.

    Embora menos potente, a versão Cooper (136 cv) até que é divertida, especialmente porque a estabilidade é uma característica marcante dos Mini. A boa distribuição de peso, os pneus largos e pouca inclinação da carroceria fazem com que esses carrinhos andem grudados no asfalto.

    E tanto o Cooper como o Cooper S trazem agora suspensão adaptativa, com funções normal e esportiva. Nessa segunda opção o curso dos amortecedores diminui e a rigidez aumenta, o que permite entrar andar mais forte e com mais segurança em curvas.