Montadoras argentinas têm queda de 32,1% na produção em abril

Produção da picape Ranger na fábrica da Ford, em General Pacheco

Por REDAÇÃO AB
  • 05/05/2021 - 19:15
  • | Atualizado há 2 months
  • um minuto de leitura
    A indústria de automóveis da Argentina registrou queda de 32,1% na produção de veículos em abril, comparado ao resultado de março, de acordo com o balanço mensal divulgado pela Adefa (associação das montadoras do país). No total, foram fabricados 29.315 unidades, contra 43,2 mil que haviam sido montadas no mês anterior.

    “O setor vinha registrando melhoras interessantes no ritmo de produção, mas em abril ocorreram alguns inconvenientes que afetaram a atividade”, afirmou Daniel Herrero, presidente da Adefa, referindo-se ao fato de várias associadas terem sido obrigadas a diminuir suas produções para reorganizar as equipes de trabalho, por conta do aumento no número de casos de contaminação pela Covid-19. Além disso, outras fábricas realizaram mudanças nas linhas para produzir novos modelos.

    Também houve recuo nas exportações, com 15.848 unidades embarcadas em abril, o que representa retração de 29,2% em relação ao total registrado em março. Neste caso, além da menor produção, o envio de automóveis para outros mercados foi impactado também por outros eventos, como a greve dos trabalhadores dos portos e dos transportadores nas fronteiras do país (esta, inclusive, com reflexos na indústria de autopeças). A entrega de automóveis para as concessionárias também contabilizou recuo, com 29.876 unidades vendidas em abril, ou 7,7% a menos do que em março.

    A Adefa também divulgou os números do quadrimestre, no qual o setor registrou 118.592 veículos produzidos, o que corresponde a um avanço de 79,7% em relação ao mesmo período de 2020. Na exportação, foram enviados 65.211 exemplares para outros mercados, ou 51,3% a mais do que nos quatro primeiros meses do ano passado. Por fim, as concessionárias argentinas receberam um total de 116.214 modelos no acumulado deste ano, frente as 79.352 entregues no primeiro quadrimestre de 2020, o que equivale a uma alta de 46,5%. É preciso lembrar, contudo, que a base de comparação é prejudicada pelo fato de abril de 2020 ter sido o primeiro (e por enquanto único) mês no qual as montadoras do país vizinho não produziram um veículo sequer, devido à pandemia.