Montadoras longe da eficiência energética no Brasil

Conclusão é de estudo do Instituto de Defesa do Consumidor

Por Automotive Business
  • 27/09/2011 - 17:38
  • | Atualizado há 2 months
  • 2 minutos de leitura

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    Redação AB

    Apesar do potencial dos combustíveis alternativos nacionais, os veículos comercializados no Brasil não têm compromisso com eficiência energética. A conclusão é de pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com as 11 marcas que mais venderam carros no primeiro semestre deste ano: Citroën, Fiat, Ford, Chevrolet, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen.

    As empresas respondem por cerca de 70% do CO2 gerado no transporte. O estudo apontou que as montadoras não divulgam informações claras sobre a eficiência energética dos veículos, como o rendimento do combustível e o nível de emissão de poluentes. A postura no País é contrária à adotada pelas empresas em outros mercados.

    O Idec destaca ainda que, entre as montadoras consultadas, nenhum carro possui selo de eficiência energética. Mesmo as marcas que participam do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) não divulgam a classificação dos seus veículos. Para ter acesso a esta informação, o consumidor precisa acessar o site do Inmetro, que coordena o programa.

    O mesmo acontece com a Nota Verde, iniciativa do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). A intenção é classificar os automóveis em relação aos níveis de emissões mas as informações, no entanto, não chegam ao consumidor com facilidade. Para ter acesso aos dados é necessário entrar no site do programa.

    Obrigatoriedade

    A pesquisa buscou informações sobre eficiência energética nos canais de atendimento das empresas, como website e SAC. Além disso, um questionário formal foi enviado para cada montadora. As únicas que responderam foram Honda e Toyota.

    O Idec aponta que a mesma pesquisa foi realizada em 2009 e desde então não houve evolução. O instituto reforça que uma postura mais transparente, que siga a adotada em outros países, e a adesão a programas de eficiência energética deveriam ser obrigatórias.