Na Renault, crise não gerou ociosidade

Companhia trabalha com mais de 85% de ocupação da capacidade em Curitiba

Por GIOVANNA RIATO, AB
  • 09/11/2016 - 17:53
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Enquanto boa parte das montadoras amarga com alta ociosidade em suas fábricas brasileiras, a Renault faz inveja ao trabalhar com mais de 85% de ocupação da capacidade produtiva em dois turnos de operação na planta de Curitiba (PR). O índice já elevado impressiona ainda mais por se tratar de uma planta que passou por expansão recente e alcançou potencial para fabricar 380 mil carros por ano.

    Fabrice Cambolive, presidente da Renault do Brasil, aponta que as exportações são grande impulso para a performance. Segundo ele, de 20% a 35% do que é feito na unidade paranaense é exportado para outros países da América Latina, entre motores e veículos. O número varia de acordo com o perfil de cada produto.

    Além disso, localmente, apesar de as vendas terem diminuído em volume, a empresa ganha market share de forma consistente. “Desde 2010 estamos aumentando a nossa presença de mercado. A meta é subir passo a passo, de forma consistente”, conta Cambolive. Segundo ele, há cinco anos a Renault respondia por 4,8% das vendas ao mercado interno. Este porcentual deve chegar a 7,5% este ano. “Temos potencial para alcançar 8% de market share com a nova gama de SUVs”, estima o presidente da marca, sem cravar um prazo para isso.

    O portfólio de utilitários esportivos da marca é destaque no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece até 20 de novembro. A companhia aposta no Kwid como seu SUV de entrada, seguido pela Duster, já à venda, pelo Captur, que já está em produção, e pelo Koleos, que será importado da Coreia a partir do ano que vem. A ideia é oferecer utilitários esportivos de diversos tamanhos e para todos os bolsos.