Opel nega fraudar emissões de carros

Entidade alemã detectou que Zafira diesel é mais poluente que o permitido

Por REDAÇÃO AB
  • 23/10/2015 - 15:32
  • | Atualizado há 2 months
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    A General Motors também pode ser envolvida no "dieselgate", escândalo desencadeado pela fraude no controle de emissões de carros diesel da Volkswagen. A Opel, marca alemã pertencente ao grupo GM, é suspeita de ter adulterado o motor 1.6 diesel Euro 6 da Zafira para que ele fosse homologado, apesar de ser mais poluente do que o autorizado pela legislação.

    A German Environmental Relief (DUH), organização alemã ligada à proteção ambiental, submeteu o veículo a testes na Universidade de Ciências Aplicadas de Bern, na Suíça. Segundo a organização os ensaios teriam detectado que o carro emite 17 vezes mais NOx do que o permitido.

    Comunicado emitido pela entidade explica que a Zafira atendeu aos limites de emissões nos testes em dinamômetro com apenas as rodas dianteiras girando. Quando a avaliação aconteceu com as quatro rodas operando é que a poluição excedente foi detectada. “Não há explicação técnica para isso”, apontou a DUH, dando indícios de que a diferença pode ser causada intencionalmente pela programação do gerenciamento eletrônico do motor para burlar os testes.

    A entidade apresentou os resultados ao órgão que regulamenta os transportes na Alemanha, a KBA, com a recomendação de que a autoridade faça nova análise com urgência para confirmar os resultados.

    A Opel, em comunicado, negou qualquer possibilidade de fraude e garantiu nunca ter desenvolvido software para adulterar o comportamento do motor. A empresa apontou que a organização alemã fez a acusação, mas não detalhou o procedimento da avaliação, apesar de a montadora ter pedido diversas vezes. “Os resultados dos testes da Zafira conduzidos pelo DUH não são compreensíveis”, apontou.

    A fabricante assegura que, depois de saber dos resultados da entidade, sua equipe de engenharia submeteu um veículo igual a análise. Segundo a Opel, o resultado atende à legislação tanto nos testes da Zafira em dinamômetro quanto na avaliação com as quatro rodas circulando. “As acusações são claramente falsas e sem fundamento”, defende e empresa.