Peugeot quer distância da guerra de preços e foca em produtos

Marca busca ser referência onde atua

Por Giovanna Riato, Automotive Business
  • 14/09/2011 - 16:40
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • 3 minutos de leitura

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    Giovanna Riato, AB
    De Frankfurt, Alemanha


    A ofensiva das marcas chinesas de carros no mercado brasileiro está forçando montadoras que produzem nacionalmente a baixar preços. O cenário, no entanto, não afeta a estratégia da Peugeot, que pretende manter a oferta de veículos mais sofisticados, que não disputam o consumidor que está comprando o primeiro carro. “Esse é justamente o terreno que não queremos entrar. Renunciamos a essa parte do mercado para manter a coerência”, explica Marc Bocqué, diretor global de marketing e comunicação da marca, em entrevista no estante da Peugeot no Salão de Frankfurt.

    Ser coerente, na opinião do executivo, é manter oferta ampla de produtos para vários segmentos, mas trabalhar para ser referência em cada um deles. Em paralelo a esse foco, a companhia trabalha para se internacionalizar e garantir que, até 2015, 50% das vendas sejam feitas fora da Europa. “Não podemos apostar em apenas uma região”, pondera Bocqué. A meta não está tão distante. A empresa encerrou o primeiro semestre deste ano com 44% dos negócios em países fora do continente europeu.

    A diversificação também está no portfólio de produtos, que já oferecem motores elétricos, a combustão e o primeiro híbrido diesel-elétrico do mercado, caso do 3008 Hybrid4 (foto abaixo). Para o diretor, os modelos, a princípio desenvolvidos para atender a legislações de emissões de poluentes cada vez mais rigorosas, também representarão um ganho para o consumidor, que terá carros mais duráveis e econômicos.



    Brasil

    A estratégia relatada por Bocqué fez a Peugeot saltar da décima posição no ranking global de vendas para a nona colocação em 2010. Apesar disso, a marca está fazendo o caminho inverso no mercado brasileiro e caiu da nona colocação em vendas entre janeiro e agosto do ano passado para a décima no mesmo período deste ano, com o mesmo volume, de 57,7 mil unidades, mas perda de participação de 2,7% em 2010 para 2,5% este ano.

    Mesmo nesse cenário, a visão do diretor é otimista: “Temos uma boa equipe e uma unidade industrial fortalecida para acompanhar o crescimento”, afirma. Uma agenda acelerada de lançamentos também pretende ajudar a marca a recuperar o ritmo no mercado brasileiro. O cupê RCZ (foto abaixo) chega em outubro deste ano. Entre o fim de 2011 e o início do próximo ano a companhia começará a vender o 408 com motor turbo. O sedã 508 (foto mais abaixo) deve começar a ser vendido no Brasil em 2012.





    Mobilidade do futuro

    O executivo também conduz a Peugeot para acompanhar as mudanças do mercado. Levantamento da ONU (Organização das Nações Unidas) indica que, até 2025, 70% da população mundial viverá em centros urbanos. Segundo Bocqué, a empresa pretende responder às novas necessidades que essa realidade traz. “O cliente busca novas soluções de mobilidade”, afirma.

    Entre os projetos desenvolvidos para esse novo cenário está o My Peugeot, uma espécie de compartilhamento de carros que envolve apenas os veículos da marca, dos mais diversos segmentos como bicicletas, scooters, automóveis e comerciais leves. A ideia é que o cliente se associe via internet ou em uma das revendas da marca e possa utilizar os veículos que quiser de acordo com a necessidade do momento. O serviço já está disponível em nove países e, em um ano e meio, atraiu 9 mil clientes. Até 2013 a novidade estará disponível em mais de 300 pontos de venda.