Porsche traz linha renovada do modelo 911

911 Carrera (foto) tem 370 cv e chega a 293 km/h com câmbio PDK de sete marchas

Por MÁRIO CURCIO, AB | De Mogi Guaçu (SP)
  • 14/04/2016 - 17:25
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A Porsche está trazendo a nova geração do modelo 911 ao Brasil. Os primeiros carros começam a ser entregues em maio. A versão de entrada, 911 Carrera, tem preço inicial de R$ 509 mil. A tabela chega a R$ 1,277 milhão para o 911 Turbo S Cabriolet. Dizer que o carro é fantástico, potente, estável ou obra-prima da engenharia pode parecer lugar-comum ou chover no molhado, mas quando se entra num desses dá para entender que é tudo isso e muito mais.

    A participação do 911 nas vendas brasileiras foi de 10,1% em 2014 e recuou para 8,2% em 2015. Com a renovação da linha e o aumento de opções à venda, o modelo deve ganhar peso no mix local: “Não consigo dizer para quanto, mas certamente tende a aumentar”, afirma o diretor-presidente da Porsche no País, Matthias Brück. Da versão mais acessível à mais cara, a lista de preço tem 14 modelos por causa das combinações de motor, tração (traseira ou integral) e carrocerias Cupê, Cabriolet e Targa. A renovação da linha também pode embalar o crescimento da marca, que no primeiro trimestre foi de 19,3% ante o mesmo período de 2015 (veja aqui).

    Todos os motores utilizam dois turbos e são importados com transmissão automatizada PDK de dupla embreagem e sete marchas. Carrera e Carrera S têm cilindrada exata de 2.981 cc. O primeiro produz 370 cavalos, acelera de zero a 100 km/h em até 4,2 segundos e atinge 293 km/h de velocidade máxima. O Carrera S tem 420 cv, vai da imobilidade a 100 km/h em até 3,9 s e alcança os 306 km/h.

    Os 911 Carrera Turbo e Turbo S têm cilindrada de 3.800 cc. Os números do primeiro são 540 cavalos, zero a 100 km/h em 3 segundos e máxima de 320 km/h. Já o Turbo S produz 580 cv, chega aos 100 km/h em 2,9 s e atinge 330 km/h. Os números de desempenho se referem à carroceria cupê. Matthias Brück também não arriscou o mix de vendas das versões, mas ressalta o fato de a Porsche estar trazendo pela primeira vez o 911 Carrera, modelo de entrada.

    A marca também dará liberdade no Brasil para a escolha de opcionais e acessórios. Entre os pacotes possíveis há aqueles que dão ênfase ao estilo ou praticidade no uso diário, como teto solar panorâmico, interior com detalhes de carbono e som Burmester, entre outros itens, num total de R$ 86 mil. Tem ainda o conjunto Track Day, com funções diferenciadas para suspensão, eixo traseiro direcional e freios de composto cerâmico por R$ 85,9 mil.


    911 Carrera Cabriolet tem preço inicial de R$ 557 mil e chega a R$ 1,277 milhão na opção Turbo S. Interior é completo desde o Carrera Cupê, de R$ 509 mil. Motores biturbo estão em toda a linha, com cilindrada entre 2.981 e 3.800 cc e potência de 370 a 580 cv.

    Em baixa velocidade, o eixo traseiro direcional esterça as rodas para o lado oposto das dianteiras, reduzindo o espaço necessário nas manobras. Já em estrada as rodas de trás apontam para o mesmo lado da curva, aumentando a segurança em mudanças de faixa. Entre os carros do Grupo VW à venda no Brasil, o novo Audi Q7 também recebe esse recurso como opção.

    Todos os novos 911 têm também suspensão ativa, com altura livre do solo um centímetro menor. E os novos amortecedores têm maior amplitude de absorção.

    Também é de série para os 911 a central multimídia Porsche Communication Management (PCM), com navegação on-line, tela sensível ao toque de sete polegadas e comando de voz. A central pode ser operada com gestos rápidos como num smartphone.

    Ela ainda é capaz de reconhecer a introdução manual de destinos de navegação e os celulares e smartphones agora podem ser ligados por WLAN. Outra novidade é a possibilidade de conectar o iPhone à central para usar o Apple CarPlay.

    Automotive Business dirigiu os modelos Carrera e Carrera S nas versões Cupê e Cabriolet no Autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu (SP). Com 3,4 quilômetros, o circuito é bem cuidado e tem trechos muito seletivos. Por quase uma hora foi possível acelerar os diferentes carros sempre com a mesma sensação: muita agilidade. Ela acompanha os 911 em acelerações, retomadas e em cada uma das 14 curvas do traçado.

    Mesmo quando utilizado no modo automático, o câmbio PDK vai despejando marchas e faz as reduções nas freadas de curva como se estivesse vendo o traçado. A estabilidade e aderência são tão grandes que o motorista consegue corrigir com folga os erros que comete ao tangenciar mal, entrar quente demais em uma curva ou errar o ponto de freada.

    A nova transmissão PDK foi reforçada e na utilização da alavanca em modo manual as reduções agora são feitas com toques para a frente, seguindo o movimento do corpo com a diminuição da velocidade. Também é possível fazer as trocas por aletas atrás do volante.