Reduzir emissões a baixo custo ainda é o desafio

Incentivos tributários parecem não resolver

Por Automotive Business
  • 21/09/2011 - 19:55
  • | Atualizado há 2 months
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    Foto: Sidney Oliveira, gerente de marketing e vendas da Robert Bosch, Rogelio Golfarb, diretor de relações institucionais da Ford, e Josep Maria Farran, diretor executivo e COO da Idiada

    Raquel Secco, para AB

    Encontrar saídas eficientes e competitivas que garantam a redução dos níveis de emissões veiculares continua sendo um dilema a ser equacionado pela indústria automotiva nacional. Nem mesmo as recentes medidas governamentais de incentivo a investimentos em inovação e em pesquisa e desenvolvimento tecnológico surgem como uma solução definitiva para chegar a respostas satisfatórias.

    A questão foi levantada por Rogelio Golfarb, diretor de relações institucionais da Ford, nesta quarta-feira, 21, no 19º Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea 2011), promovido pela AEA -- Associação Brasileira de Engenharia Automotiva. Ele acredita os incentivo em pauta asseguram apenas a expansão do uso e não indução do desenvolvimento de novas tecnologias.

    O executivo, que é também vice-presidente da Anfavea, assinalou a importância de encontrar as competências nacionais que possam se transformar em vantagens competitivas, como acontece com sua matriz energética e sua biodiversidade, já explorada pela indústria cosmética.

    A dificuldade de encontrar a melhor solução para o controle de emissões também foi destacada por Josep Maria Farran, diretor executivo e COO da Idiada. “Não há uma saída única para a questão: na Europa existem descontos para veículos mais eficientes e, a partir do ano que vem, as montadoras serão multados por modelos com maiores níveis de emissão. Cada país precisa achar seu ponto de equilíbrio.”

    Sidney Oliveira, gerente de marketing e vendas da Robert Bosch, entende que a adoção de novas tecnologias voltadas para a redução de emissões, como o P7 que entra em vigor em janeiro, é indispensável não apenas para a melhoria da qualidade do ar, mas para o crescimento de novas tecnologias. O ponto de vista é endossado por Farran e por Golfarb, apesar da dificuldade de equacionar as novas tecnologias com a escala e o padrão de renda nacional .