Reestruturação pode ser inevitável com retração econômica

André Schwartzman, da KPMG (Foto: Marcio Murao)

Por PEDRO KUTNEY, AB
  • 18/08/2014 - 12:27
  • | Atualizado há 2 months
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    Em tempos de retração da economia e cenário futuro tão incerto quanto pessimista, a solução para empresas em crise passa pela solução de problemas internos, com melhoria da produtividade e competitividade para sobreviver em ambiente adverso. “A reestruturação é como passar no pronto-socorro ou na UTI. É uma situação extrema, mas todo mundo deve passar um dia, ainda em tempo de recuperar os danos”, diz André Schwartzman, sócio-líder da área de reestruturações da consultoria KPMG no Brasil, que participou do Workshop Planejamento Automotivo 2015, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 18, em São Paulo.

    Pensando especificamente no setor de autopeças, que na cadeia automotiva é o que enfrenta os maiores problemas de perda de rentabilidade atualmente, o consultor avalia que as empresas devem buscar a reestruturação para determinar formas levantar capital para investimento e elevar sua produtividade. “Claro que são desafios muito grandes. Temos muitos anos de trabalho adiante para superar esses problemas”, afirma.

    Schwartzman aconselha que as empresas façam análises permanentes de sua situação, com foco em criar um negócio mais resiliente, menos suscetível às vulnerabilidades. Para ele, é preciso entender os motivos da crise, analisar frequentemente a liquidez e solvência, revisar constantemente o plano de negócios e sua viabilidade diante de diversos cenários, além de discutir os riscos de cada ação.