Renault projeta 2017 estável com exportação em alta

Cambolive: mais produtos para vender e exportar em 2017

Por PEDRO KUTNEY, AB
  • 16/02/2017 - 20:00
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • um minuto de leitura
    “Trabalhamos com a expectativa de que o mercado brasileiro em 2017 seja igual ao de 2016, em torno de 2 milhões de veículos”, projetou Fabrice Cambolive, presidente da Renault do Brasil, durante o lançamento do Captur, o mais novo SUV da montadora produzido no País (leia aqui). “O ano começou ruim e a recuperação deve acontecer em dois momentos: começa antes com as vendas para empresas e só depois, no segundo semestre, as pessoas físicas devem sentir os efeitos da redução dos juros para voltar a comprar carros”, avaliou o executivo.

    Para a Renault, no entanto, o ano tende a ser melhor com sua presença significativamente aumentada no segmento de utilitários esportivos e assemelhados, o único que cresce nas vendas nacionais de veículos. Além do Captur lançado agora e do Duster já há cinco anos no mercado, chegam em breve ao portfólio da Renault dois outros SUVs: o Koleos, de porte maior, importado da Coreia, e o compacto popular Kwid a ser fabricado em São José dos Pinhais (PR).

    Mas Cambolive prefere ser cauteloso ao falar das expectativas da empresa: “Claro que nosso objetivo é crescer, mas não entro em números. Queremos alcançar um desempenho sustentável. Esperamos que os novos carros tragam bons resultados, mas quanto e a que velocidade, veremos”, disse. Em 2016 a Renault alcançou a maior participação de mercado de sua história no Brasil, fechando o ano com market share de 7,5%. Contudo, as vendas totais de 150 mil unidades representaram queda de 17% sobre 2015, e assim a marca desceu do quinto para o sétimo lugar do ranking das marcas de veículos leves mais vendidas no Brasil no ano passado, sendo ultrapassada por Hyundai e Toyota, que também deixaram a Ford para trás, na sexta colocação. O movimento ocorreu justamente pela maior presença nos segmentos que mais declinaram, o de carros populares.

    EXPORTAÇÃO EM ALTA

    Graças ao lançamento de produtos produzidos na região apenas no Brasil, as exportações da Renault brasileira quase dobraram em 2016, alcançando 70 mil unidades embarcadas para países sul-americanos. Com o desempenho fraco do mercado doméstico, as vendas externas foram fundamentais para ocupar melhor a capacidade da fábrica no Paraná, de 380 mil carros/ano.

    “Os nossos mercados externos continuaram os mesmos, o que mudou foram os produtos vendidos. Basicamente, Oroch e Captur puxaram as exportações. Exportamos mais de 18 mil picapes Oroch, que só é feita aqui. O mesmo acontece agora com o Captur”, explica Cambolive.

    A Renault espera desempenho ainda melhor das vendas externas em 2017, embaladas principalmente pelo Captur, que deverá ser exportado para oito países latino-americanos. O modelo começou a ser vendido em dezembro na Argentina antes do Brasil, também já chega à Colômbia e em breve começam os embarques para o México.