Rota 2030 empacado compromete pesquisa e desenvolvimento

Volkswagen pode reavaliar próximo plano de investimento

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 09/03/2018 - 21:53
  • | Atualizado há 2 months
  • um minuto de leitura

    A indefinição do novo programa Rota 2030 começa a atrapalhar o planejamento das montadoras, como revela o presidente e CEO da Volkswagen para a América do Sul e Brasil, Pablo Di Si. “Os R$ 7 bilhões de investimento em curso (até 2020) já têm destino, mas o próximo ciclo será reavaliado se não tivermos uma definição”, afirma o executivo. Di Si recorda que o impasse compromete sobretudo projetos de pesquisa e desenvolvimento.

    “Sem sabermos as cargas de IPI não temos como definir estratégias para carros flex, elétricos, para nada.”



    O executivo conversou com jornalistas durante a apresentação do Passat 2018 (veja aqui).

    Sem o novo programa, Di Si preferiu comemorar o crescimento de 37% da VW no primeiro bimestre e a conquista de 15% de participação de mercado no período com a ajuda de dois novos modelos, o Polo e o Virtus. “E nos primeiros oito dias de março crescemos 65%, enquanto a alta do mercado foi de 30%”, diz, referindo-se à comparação com o mesmo período do ano passado.

    “Neste começo de mês o Polo aparece como o terceiro carro mais vendido”, afirma o presidente e CEO da VW. Na sexta-feira, o site da Fenabrave (federação que reúne as associações de concessionários) mostrava para o mês de março o Chevrolet Onix em primeiro lugar com 3,6 mil unidades, o Hyundai HB20 em segundo com 2,5 mil e o Polo com 1,7 mil emplacamentos. No acumulado do ano, porém, o novo VW permanece em quarto lugar, atrás também do Ford Ka.

    Sobre os preços mais camaradas do Fiat Cronos em relação ao VW Virtus (veja aqui), ele desconversou: “Não são carros concorrentes”, referindo-se às diferenças de tamanho e equipamentos. Mas admite que o fato de o Virtus ter sido lançado um mês antes deixou a Fiat em vantagem na hora de tabelar seu carro.

    Di Si falou também da nova estratégia da Volkswagen com os modelos importados. A montadora deixou de trazer o Fusca, o CC e reduziu o número de opções para Jetta, Passat e Touareg. E recorda que em abril chega do México o novo Tiguan, com sete lugares.