Rota 2030 também terá metas de curto prazo

Antonio Megale é presidente da Anfavea (foto: Luis Prado)

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 22/08/2017 - 11:03
  • | Atualizado há 2 months
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    Embora seja uma política industrial de longo prazo, a Rota 2030, que em 2018 substituirá o programa Inovar-Auto, vai estabelecer objetivos a ser cumpridos em curto prazo também: “Deve haver a fixação de metas de eficiência energética para os próximos cinco anos”, afirmou o presidente da Anfavea, Antonio Megale, na abertura do Workshop Planejamento Automotivo 2018, realizado por Automotive Business na terça-feira, 22, no Sheraton WTC, em São Paulo.

    “O novo programa já vem sendo trabalhado há algum tempo e é importante que também traga uma grande simplificação tributária”, disse o executivo. Para a consolidação do novo programa, que será publicado até o fim do ano, Megale destaca pontos como a necessidade de reforma trabalhista (já votada e aprovada pelo Congresso Nacional), da recuperação da base de fornecedores e da produção local de novas tecnologias: “Esta é, inclusive, uma oportunidade de investimento para a cadeia de autopeças.”

    Megale recorda que a competitividade brasileira passará não só pelo aumento de eficiência energética, mas por investimentos em pesquisa e desenvolvimento na área de engenharia, em segurança e no aumento da conectividade dos automóveis.

    Em sua apresentação, Megale colocou a Rota 2030 como continuidade do Inovar-Auto e destacou a importância desse programa desde sua implantação: “Em 2012, quando ele foi criado, o Brasil tinha 57 unidades produtivas e hoje elas são 66. O Inovar trouxe um investimento de R$ 15 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. Isso resultou na adoção de motores de três cilindros, turbocompressores, injeção direta de combustível, aumento do uso de blocos de alumínio e em avanços com o etanol”, disse.

    Para os importados ele acredita no fim dos 30 pontos porcentuais extras (ainda cobrados de veículos que excedam a cota máxima de 4,8 mil unidades estabelecida pelo Inovar-Auto).

    Megale se disse favorável aos importados pelo referencial tecnológico que esses veículos trazem, mas ele mesmo recordou em sua apresentação que em dezembro de 2011 (meses antes da apresentação do Inovar-Auto), os importados representavam 27% das vendas internas. Com as restrições impostas pelo programa essa participação está agora 11%.