Salão das Motopeças reúne 100 expositores no Expo Center Norte

Evento pode gerar R$ 1 bilhão em negócios para o setor

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 15/08/2018 - 22:58
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Começou o Salão Nacional e Internacional das Motopeças, que vai até sábado, 18, no pavilhão amarelo do Expo Center Norte. O evento ocorre a cada dois anos e chegou à décima edição com 100 expositores. A feira é voltada aos lojistas do setor e deve atrair 12 mil visitantes, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças (Anfamoto).

    “Temos a expectativa de gerar R$ 1 bilhão em negócios com o salão”, afirma o presidente da Anfamoto, Orlando César Leone.



    Ainda segundo a entidade, o mercado de motopeças vem apresentando um crescimento moderado, de cerca de 5% ao ano, mas com a recuperação da economia e a ajuda da feira essa alta pode chegar a 8% em 2018.

    A Bosch aproveitou o Salão das Motopeças para lançar uma linha de relés para pisca-pisca que cobre 60% da frota circulante nacional. A empresa também mostra no evento o ESI Bike, um novo módulo de diagnose para motos de alta cilindrada.

    Ele utiliza a mesma base do scanner para ciclo Otto. A empresa também fornece velas, fluidos de freio, baterias e buzinas para o mercado de reposição: “É importante estar perto dos distribuidores. Daqui saem boas negociações e há muita troca de informações”, afirma o coordenador de produto da Bosch, Renan Baldin.


    Em sentido horário, a partir do alto, à esquerda: Bosch lança relés e a Brady mostra os pneus Gibys. Protork produz capacetes e 30 mil outros itens de plástico ou metal. Moura tem foco na reposição, mas já fornece a montadoras

    A fabricante de retentores Sabó também reconhece a importância da feira: “A intenção é mostrar nossa marca a esse público”, diz o gerente de aftermarket da empresa, João Conrado. “As motos têm uma participação pequena no nosso aftermarket, mas estamos desenvolvendo e ampliando nossa linha para mudar isso”, garante.

    A fabricante de baterias Moura também está no evento: “Hoje nossa prioridade é o mercado de reposição, mas fornecemos para as linhas de montagem da Harley-Davidson e da BMW em Manaus”, afirma o coordenador de gestão, João Muniz. A Moura concentra sua produção de baterias na cidade de Belo Jardim (PE).

    A Fras-le estreia no evento com 63 itens diferentes entre pastilhas e sapatas para motos até 300 cc. De acordo com a empresa, esses produtos estarão não só no mercado brasileiro. A empresa pretende atender outros países da América Latina ainda este ano.

    NETWORK EM PRIMEIRO LUGAR


    Entre os expositores há também aqueles que respiram o setor de duas rodas há várias décadas, com a Brandy. A empresa começou há 60 anos em Ribeirão Preto com uma oficina de Vespas e Lambrettas, já fabricou bicicletas, scooters, ciclomotores e hoje tem como foco a produção e distribuição de componentes para motos.

    Sobre o Salão das Motopeças, o diretor Vitor Hugo Brandani diz: “Participamos desde a primeira edição. O network está em primeiro lugar e há boas oportunidades de fechar negócios”, garante o executivo, que aproveitou a feira para lançar os pneus da marca Gibys, fabricados no Brasil.

    Um grande expositor do salão é a Protork, que produz guidões, escapes, relações de transmissão, capacetes, acessórios off road e vários componentes metálicos e plásticos em sua fábrica de Siqueira Campos (PR): “São 30 mil itens diferentes produzidos no Brasil”, afirma o gerente executivo Toshio Imai. Ele recorda que o mercado em que a Protork atua não passou por aperto nos anos recentes.

    “O que caiu muito foi a venda de motos zero, mas atendemos a um consumidor que precisa manter sua usada ou tirá-la da garagem para rodar. Para nós esse período (de crise) foi uma grande oportunidade”, garante o executivo.



    A Protork exporta seus produtos para mais de 50 países. Os itens são vendidos em toda a América Latina, Europa e até em países da Ásia.

    Assista ao vídeo do 10º Salão das Motopeças